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Vicens reconhece «química especial» entre Ricardo Horta, Pau Víctor e Zalazar

Fotografia DM

Publicado em 07 de fevereiro de 2026, às 15:15

Técnico do SC Braga na antevisão do jogo de amanhã (18h00) frente ao Rio Ave

O técnico do SC Braga, Carlos Vicens, destacou hoje «a química especial» que se tem verificado entre Ricardo Horta, Zalazar e Pau Víctor na manobra ofensiva da equipa nos últimos jogos. O treinador, que falava em conferência de imprensa de antevisão ao jogo de amanhã [18h00] frente ao Rio Ave, fez questão de incluir também as prestações de Fran Navarro e El Ouazzani, mas reconheceu o bom entendimento deste trio responsável por 39 dos 84 golos da equipa até à data.

O Rio Ave vem de três derrotas consecutivas. O que espera deste adversário

«Sabemos que não está no seu melhor momento, perdeu jogadores importantes, mas o foco está em nós e como nos vamos apresentar. Temos de fazer um jogo de alto nível e temos de ter ambição para entrar em jogo com o objetivo de vencer».



Em Vila do Conde, na primeira volta, o Rio Ave custou dois pontos ao SC Braga. As equipas estão agora diferentes. Tem de se exigir mais a este SC Braga?

«Temos de exigir mais, sim. A equipa não está acabada, ainda estamos a crescer e é nisso que estamos concentrados. Vimos de fazer um bom final de mês, bom início de fevereiro e temos de aproveitar essa distância de partidas para mostrar um nível de ambição e energia máximos para enfrentar os jogos com um início forte, com uma mentalidade forte».


Ricardo Horta, Pau Víctor e Zalazar têm estado em evidência. Era isso que idealizava?

«A equipa e os jogadores passam por diferentes momentos na época. Fran aportou muitíssimo quando jogou, o El Ouazzani marcou menos golos por uma razão ou outra, mas há que valorizar mais o processo coletivo. O último jogo e o anterior mostraram a química que há entre eles os três, mas é uma consequência da engrenagem da equipa. Quando joga Fran Navarro ou Pau todos beneficiam da engrenagem da equipa. Isso é que é de valorizar. Reconheço que houve uma química especial [Zalazar, Ricardo Horta e Pau Víctor], mas quando joga Fran também há uma finalização importante, assim como o El Ouazzzani».


Rio Ave perdeu dois jogadores muito importantes. Sente-se mais aliviado?

«São dois jogadores que não estão, mas temos de nos centrar no que estão. Vamos ver se modificam muito a estrutura ou a maneira de jogar. As prestações da equipa no ataque ou na defesa acabam por determinar o que se parece a equipa. Temos de estar preparados para isso. Porém, temos de nos focar em nós, mostrar muita atenção em coisas que podemos melhorar, entrar com grande motivação e uma grande ambição».

 

João Moutinho tem 37 jogos disputados, mais um do que em toda a época passada. É para renovar ?

«Tenho a sorte de ter chegado ao SC Braga no momento em que João Moutinho é jogador desta equipa. Tenho a sorte de treiná-lo, colocá-lo a jogar e privar com ele todos os dias; de desfrutar com ele. A renovação é uma decisão do clube, vão sentar-se e falar e depois haverá uma decisão. Estou muito satisfeito com ele e até brinco dizendo-lhe que já teve melhores treinadores, mas eu fi-lo mais jovem com a nossa forma de jogar. E sinto que ele está a desfrutar da maneira como estamos a jogar. Com a sua experiência, bagagem e liderança ajuda muito o balneário. No futuro, o futebol português vai sentir falta dele quando deixar de jogar, disso não tenho dúvidas».


Depois de uma avaliação mais profunda, o que é que os 3 reforços de inverno podem trazer à equipa?


«Creio que para saber todo o potencial que os três nos podem dar temos de ter mais tempo. Demir [Tiknaz] tem uma boa relação com a bola, Samy é um jogador de futuro e Barisic também é muito concentrado e terá aqui um futuro brilhante aqui no clube. Vão ajuda-nos a pensar no projeto a médio e longo prazo, tenho mais alternativas, consequentemente mais dores de cabeça também, mas são bons problemas».

Muitas lesões musculares. São fruto da sobrecarga de jogos?

«A equipa soma 41 e jogos e isso começa a pesar. Além disso, estas intempéries levam a que os relvados estejam mais pesados e exigem mais fisicamente dos jogadores. Isso tudo somado: Muitos jogos e climatéricas adversas levam a isso. Ainda no jogo europeu com o Go Ahead Eagles, o relvado estava muito mais duro do que o habitual devido à neve».

Samy Merheg ainda não se estreou

«É um jogador que tem a sua primeira experiência na Europa, mais jovem e que pouco a pouco vai conhecendo a realidade do futebol português, ao contrário do Tiknaz, que já jogou em Portugal e sabe como é a Liga portuguesa, ou Barisic que já jogou em vários países. Temos de o ajudar para ter um futuro brilhante»