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Mostra no Museu da Imagem convida a descobrir como nasceu a fotografia

Fotografia CMB

Publicado em 08 de setembro de 2026, às 18:02

exposição, patente até domingo, percorre a evolução da imagem

O Museu da Imagem mantém patente a exposição “Máquinas de ver: da imagem à fotografia”, integrada na programação da Noite Branca dedicada ao património e à luz. A mostra propõe uma viagem pelas origens da fotografia e pelos processos que permitiram transformar uma imagem observada em imagem fixada.

O percurso começa ainda antes da fotografia, através da experiência da camera obscura. Um quiosque instalado diante do Museu foi transformado neste dispositivo, com o interior escurecido e um pequeno orifício aberto na parede voltada para o Arco da Porta Nova. A luz que entra projeta no interior uma imagem invertida do exterior, fazendo com que o exterior se transforme em imagem.

Conhecido muito antes da invenção da fotografia, este princípio óptico foi utilizado ao longo dos séculos na observação de fenómenos naturais, como auxiliar do desenho e em espetáculos ópticos. É precisamente essa passagem que «Máquinas de ver» acompanha. No interior do Museu, câmaras, objetivas, obturadores, equipamentos de laboratório, fotografias, negativos, documentos, fundos pintados e objetos de estúdio são apresentados como partes de uma mesma cadeia de operações. O visitante é convidado a perceber que fotografar não significava apenas captar uma presença, mas também escolher um ponto de vista, controlar a luz, definir o enquadramento e construir uma determinada representação.

As imagens dos fundos Fotografia Aliança e Casa Pelicano mostram a cidade, os seus habitantes, acontecimentos. Os retratos revelam ainda a importância da pose, da cenografia, dos fundos pintados, do mobiliário e dos adereços na imagem fotográfica.

A exposição mostra também o trabalho realizado depois do disparo. Os negativos podiam ser retocados e as provas ampliadas, recortadas, esmaltadas ou montadas noutros suportes. As encomendas eram registadas, os negativos guardados e as fotografias apresentadas, vendidas e colocadas em circulação. O percurso termina no laboratório fotográfico, onde a imagem latente se transforma em prova através da revelação, fixação, lavagem, secagem e ampliação. 

O laboratório está equipado para a prática da fotografia analógica e acolhe oficinas, permitindo experimentar alguns dos processos apresentados na exposição. 

Esta mostra pode ser visitada até domingo, dia 13, das 10h00 às 18h00. A partir de segunda-feira, o museu encerra para a montagem da exposição integrada nos Encontros da Imagem, com inauguração a 18 de setembro.