Antes não podemos esquecer o escândalo Lusitano que é o Para-Lamento ainda não ter eleito o novo Provedor de Justiça desde Junho de 2025 ou os juízes em falta no Tribunal Constitucional ou ainda os Conselheiros de Estado!!! Colocam à frente dos Portugueses os interesses político-partidários mais mesquinhos. E o meu velho conhecido José Pedro Aguiar-Branco, que nem sequer me respondeu à minha última mensagem de felicitações! – em rigor eu era amigo do seu Pai e não dele, Um Senhor, o Doutor Fernando Aguiar-Branco (17/5/1923-28/1/2021) –, não parece dar conta do recado! I.e., coloque a casa em ordem, é para isso que aí está! Pedro Passos Coelho será porventura o único Português capaz de derrotar António José Seguro num eventual segundo mandato como Presidente da (pobre da) III república Portuguesa. Mas para isso, não poderá colocar em causa nunca o art. 53º da Constituição. Os princípios fundamentais do Direito, e Dever, do Trabalho, no contexto do Estado de Direito Democrático. A crítica de Passos Coelho à indigitação do então Director Nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, foi directa: um antigo director da PJ não deve transitar “a quente” para ministro. Mesmo que a lei possibilite, a questão é política e institucional. É um problema de separação de papéis, de percepções de independência e de confiança no Estado. Desde logo estando ainda o “caso Spinumviva” por esclarecer, como é que é possível aceitar tal convite?! Não está em causa a extrema competência e eficácia do trabalho de Luís Neves e todo o Universo da PJ. Recorde-se que o Ministério Público vedou o acesso dos média à averiguação preventiva! Aliás, um grupo de 4 juristas pediu ao Provedor de Justiça – a questão é que o Provedor de Justiça não existe em Portugal desde 6/2025!!! E não, os vices não são a mesma coisa!!! – que leve ao Tribunal Constitucional a questão das chamadas “averiguações preventivas”, defendendo que este tipo de procedimento não tem base legal clara e pode violar garantias de defesa, pelo que deve acabar. Ou ser declarado inconstitucional o “entendimento normativo” que o permite! Segundo a RTP (12/12/25), também pedem que a PGR-Procurador Geral da República identifique qual é o acto normativo que estaria a fundamentar esse recurso?! Os subscritores referidos são 2 meus colegas Professores e 2 Advogados. Concordo. De contrário, as “averiguações preventivas” – ainda por cima com o acesso impedido à média – passam a ser uma forma POTENCIAL de branquear, através do arquivamento selectivo e arbitrário, suspeitas de todas espécies criminais. Lembre-se ainda que Montenegro Esteves tem um novo inquérito do Ministério Público – DIAP, Departamento (Regional) de Investigação e Acção Penal do Porto, a Invicta a despertar – aberto às obras da sua casa em Espinho no valor de cerca de €12 milhões. 1 coisa é certa: Montenegro está de parabéns por ter conseguido amealhar tanto dinheiro para fazer obras de luxo. Com salários tão baixos em Portugal, É OBRA! Bravo! Ainda em relação a Luís Neves, aponta Passos Coelho, entre outros, que quem liderou uma polícia criminal trabalha com informação sensível, com processos em curso, com redes de cooperação e com hierarquias internas. Ao passar de imediato para o Governo, corre-se o risco de criar a ideia — justa ou injusta, claro está! — de que há portas giratórias entre investigação e decisão política. E, a partir daí, perde-se o essencial: a noção de que a justiça e a investigação estão protegidas de interferência partidária e de que o Governo não “herda” influência operacional por via duma nomeação. Não se olvide o outro caso deprimente de Lúcia Amaral a abandonar de imediato o posto de (excelente) Provedora de Justiça para “agarrar” a vaidade provinciana de ser ministra. Mas para cujo o talento não nasceu! Traiu a Provedoria de Justiça e o Interesse Público de Todos os Portugueses – pois nem sequer acautelou a sua substituição! – e deu cabo do Ministério da Administração Interna, nos fogos e nas cheias. Não basta agir bem, é preciso parecer agir bem! Num país onde a credibilidade da Democracia e das instituições é um activo frágil, este tipo de passagem directa alimenta suspeitas, teorias e desconfianças, e isso é um custo real para um Governo que devia estar a reforçar a autoridade e transparência do Estado. É a violação do Luto Ético. São necessários + períodos de nojo – cooling-off –, regras límpidas de incompatibilidades e cultura de contenção, gravitas! – rectius quando se trata de cargos ligados à Justiça e à Investigação Criminal. Se o Governo quer mesmo defender o Estado de direito, deve começar por evitar escolhas que parecem mais PROVOCAÇÕES para as Instituições que diz respeitar!
Gigante Passos Coelho bem nas críticas ao fragilizado Montenegro Esteves
Gonçalo S. de Mello Bandeira
6 março 2026