O festival literário Correntes d’Escritas começa hoje na Póvoa de Varzim, com uma edição de homenagem a Álvaro Laborinho Lúcio, que morreu no ano passado, e sem o tradicional Prémio Casino da Póvoa, principal distinção do certame.
A decisão de interromper este ano a atribuição do prémio deve-se à mudança em curso na concessão de jogo na Póvoa de Varzim, distrito do Porto, já que o atual operador do casino - a empresa Varzim-Sol - não irá continuar e, por isso, não renovou o apoio financeiro, nomeadamente ao prémio literário, no valor de 25 mil euros, como explicou a presidente da autarquia, na apresentação do evento.
Apesar desta alteração, a 27.ª edição do Correntes d’Escritas, que decorre até 28 de fevereiro, mantém as suas características, nomeadamente o anúncio dos vencedores dos prémios literários Luís Sepúlveda, Papelaria Locus e Fundação Dr. Luís Rainha, durante o dia de hoje.
O festival conta este ano com a presença de 108 autores, em representação de 17 nacionalidades de expressão ibérica, entre os quais Ana Paula Tavares, Germano Almeida e Hélia Correia (vencedores do Prémio Camões), José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, Ondjaki e Afonso Reis Cabral (vencedores do Prémio José Saramago).
Este ano, o Correntes presta homenagem ao jurista, professor universitário, deputado, governante e também escritor Álvaro Laborinho Lúcio, em memória do seu legado e também da ligação ao evento.
Assim, todas as 11 mesas de debate durante o Correntes d’Escritas terão como mote frases do seu último livro, “Vida na Selva”, que reúne crónicas, memórias e episódios do autor.
O Cine-Teatro Garrett será, novamente, o espaço central desta edição, embora as atividades decorram também noutros espaços da cidade, como o Diana Bar, o Auditório Municipal, a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto ou a Casa Museu Manuel Lopes.