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Metro de Braga fora da nova revisão do PRR

Metro de Braga fora da nova revisão do PRR
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 01 de abril de 2026, às 19:33

Projetos pode ter acesso a outras soluções de financiamento, nomeadamente no Portugal 2030.

O Metro de superfície de Braga e o Balcão para o licenciamento de Renováveis foram os dois projetos que saíram do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na nova revisão, que levou à realocação de 516 milhões de euros.

Estes dois projetos contavam com cerca de 85 milhões de euros de investimento.

“Temos uma realocação à volta de 500 milhões de euros”, dos quais 85 milhões de euros estão relacionados com os dois projetos que saíram do plano nesta nova revisão, afirmou o presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, em entrevista à Lusa.

De acordo com a Recuperar Portugal, o Metro de superfície de Braga, um investimento de 75 milhões de euros, saltou do programa porque a empresa Transportes Urbanos de Braga decidiu que não o iria concretizar durante a vigência do PRR. O investimento em causa deverá ser executado no prazo de dois ou três anos.

O mesmo aconteceu com o Balcão Único para o licenciamento de Renováveis, que tem 10 milhões de euros de investimento associado, saindo do PRR por se concluir que a sua execução não seria possível até agosto.

Contudo, Fernando Alfaiate adiantou que estes projetos poderão ter acesso a outras soluções de financiamento, nomeadamente no Portugal 2030.

O Governo entregou na terça-feira em Bruxelas a proposta de reprogramação do PRR, envolvendo investimentos de cerca de 516 milhões de euros, anunciou hoje o Ministério da Economia e da Coesão Territorial.

Em comunicado, o ministério de Manuel Castro Almeida explicou que a proposta de ajustamento do plano destina-se a "assegurar a execução integral do PRR dentro dos prazos definidos pelo Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR) e garantir que Portugal não perde nenhum euro em subvenções".

Foram também feitos ajustamentos em investimentos associados a infraestruturas da educação, habitação e saúde, em consequência das tempestades que assolaram Portugal em janeiro e fevereiro.

O Governo efetuou ainda uma revisão do calendário de marcos e metas do PRR, antecipando uns e retardando outros, com os ajustamentos da ordem dos 516 milhões de euros a realizar entre o 9.º e o 10.º pedidos de pagamento.

O pedido de reprogramação dirigido à Comissão Europeia é fundamentado nas alterações no cenário internacional e nos efeitos do mau tempo, "que afetaram diversas regiões do país, com impacto direto e indireto na implementação de projetos do PRR", refere o comunicado.

O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.