Adaptando a célebre frase proferida no Senado Romano contra Catilina, “Até quando, Trump, abusarás da nossa paciência?” O mundo já o não ouve, as suas errâncias ilógicas tornam-se um insulto à diplomacia mundial e já logo serão tidas como anedóticas; será o presidente das tarifas que não o presidente das tarefas. Qual catavento vira para onde sopra a sua idiossincrasia. Não há aragem, há bafo. Traiu o povo americano ao tornar-se um senhor da guerra; as suas promessas eleitorais caíram ao chão e, tal como vaso de vidro, estilharam-se em mil bocados. Mas continua a julgar que é rei absoluto, mas “esse engano ledo e cego que a fortuna não deixa durar muito” como disse Camões, leva-o no caminho psíquico de um narcisismo ofuscante de qualquer lógica. Nada existe para além do espelho onde reflete a sua imagem. Tudo tem que ter o seu nome e, se na época das pirâmides vivesse, certamente que a de Quéops chamar-se-ia pirâmide Trump. E, de desvario em desvario, de esfomeado pela fama eterna de auto promoção doentia, olha para a diplomacia como uma fraqueza e para a guerra como agente de força bruta que aliás muito aprecia, na sua admiração de bonifrates de Putin. Não tem adversários, tem inimigos; abomina visceralmente os seus opositores e, se fosse Herodes, mataria todos aqueles que com ele não concordam. Há que travar este errático presidente porque está refém e doente da personalidade, porque perdeu o rumo da decência, fez-se ilha e nela se aprisionou; contradiz-se no mesmo discurso como soldado que leva o passo trocado na parada; por tudo isto, não é um justo herdeiro de George Washington, Franklin Roosevelt e outros tantos. A sociedade americana quem é, para escolher tal personalidade para seu presidente? Deixou-se enganar ou apoia e colabora com aquele que quer o petróleo do Irão como quis o da Venezuela! Pôs a economia mundial em cacos. Deixará na galeria dos presidentes americanos, mais um presidente, jamais O Presidente. O Senado não lhe saberá dizer como disse cícero a Catilina, até quando, Trump, “abusarás da nossa paciência?” Ele falou de quinta para sexta feira e as farroncas foram as mesmas.