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D. José Cordeiro afirma que «é na Liturgia que se sente bater o coração da Igreja»

Fotografia Secretariado Nacional de Liturgia

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 28 de julho de 2026, às 15:52

Arcebispo de Braga abriu 50.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica em Fátima

O Arcebispo Metropolita de Braga e presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, D. José Cordeiro, disse, ontem, em Fátima, que «é na Liturgia que se sente bater o coração da Igreja» e lembrou que a celebração litúrgica continua a ser o centro da vida cristã e a fonte da missão evangelizadora.

Falando na sessão de abertura do 50.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, que decorre até ao próximo dia 30 sob o tema “A Liturgia, vida da Igreja”, o prelado sublinhou que «a Igreja vive da Liturgia» e advertiu que, sem ela, «a vida da Igreja não tem sentido, porque lhe falta o essencial, que é Jesus Cristo».

Durante a sua intervenção, D. José Cordeiro apontou ainda a Liturgia como «a primeira escola da fé e da vida espiritual», explicando que é nela que a Igreja celebra continuamente o mistério de Cristo e transmite a fé às novas gerações.

Salientou, por isso, a importância da formação litúrgica, afirmando que esta não se limita ao conhecimento dos ritos, mas conduz à compreensão do seu significado teológico e favorece uma participação «consciente, plena e frutuosa» dos fiéis.

«A formação para a liturgia e pela liturgia são lugares de encontro com Jesus Cristo e simultaneamente lugar de missão da Igreja», acrescentou.

Na abertura do encontro, o prelado recordou o centenário do I Congresso Litúrgico Nacional, celebrado este ano, bem como os 50 anos do Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, considerando que ambos testemunham o impacto do Movimento Litúrgico e da reforma promovida pelo Concílio Vaticano II na renovação da vida da Igreja em Portugal.

«A reforma litúrgica deu cumprimento ao refrão do Movimento Litúrgico: “levar a liturgia ao povo e trazer o povo à Liturgia”», afirmou, sublinhando que este trabalho constitui um «significativo contributo para a história da Teologia Litúrgica em língua portuguesa.

D. José Cordeiro evocou ainda o monge beneditino bracarense D. António Coelho, que, há cem anos, definia a Liturgia como «a vida da Igreja».

No início da sua intervenção, o presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade expressou uma palavra de reconhecimento ao padre Lourenço Ferreira pelos 31 anos consecutivos no serviço de secretário no Secretariado Nacional de Liturgia e de secretário da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade. O sacerdote celebra este ano o jubileu dos 50 anos de ordenação sacerdotal.

D. José manifestou igualmente reconhecimento ao padre Joaquim Ganhão, recentemente nomeado diretor do Secretariado Nacional de Liturgia, desejando-lhe um ministério fecundo ao serviço da Liturgia e da Igreja.

O encontro reúne participantes de todo o país e de vários países de língua portuguesa, contando com a presença do bispo auxiliar de Luanda, D. Fernando, bem como de representantes de Cabo Verde e de outras comunidades lusófonas.