O Papa conversou hoje por telefone com os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e de Israel, Isaac Herzog, abordando os conflitos em curso nos dois países, informou o Vaticano.
Segundo nota enviada aos jornalistas, a conversa entre Leão XIV e Zelensky “centrou-se na situação humanitária, reiterando a urgência de garantir a ajuda necessária à população afetada pelo conflito”.
“Foi também feita referência aos esforços para promover iniciativas humanitárias, especialmente no que diz respeito à libertação de prisioneiros”, acrescenta o comunicado oficial.
O Papa deixou votos de boas festas da Páscoa, “reafirmando a sua proximidade com o povo ucraniano”.
“Por último, renovou-se a esperança de que, com o empenho e o apoio da comunidade internacional, o fim das hostilidades e uma paz justa e duradoura possam ser alcançadas o mais rapidamente possível”, conclui a nota.
Através das redes sociais, o presidente ucraniano revelou que o telefonema coincidiu com novos bombardeamentos russos contra várias regiões do país, lamentando a rejeição de uma proposta de tréguas.
“Nem uma hora de paz para o nosso povo, e esta é a resposta da Rússia à nossa proposta de cessar-fogo para a Páscoa. Essencialmente, os russos apenas intensificaram os seus ataques, transformando o que deveria ter sido silêncio nos céus numa escalada pascal”, refere Volodymyr Zelensky.
O chefe de Estado agradeceu a mediação da Santa Sé no regresso das crianças raptadas e a assistência humanitária prestada durante o inverno, renovando o convite para uma viagem apostólica do pontífice à Ucrânia.
Quanto à conversa telefónica com Isaac Herzog, presidente de Israel, o Vaticano sublinha que Leão XIV reiterou “a necessidade de reabrir todos os canais possíveis de diálogo diplomático para pôr fim ao grave conflito em curso, com vista a uma paz justa e duradoura em todo o Médio Oriente”.
“A conversa prosseguiu, centrando-se na importância da proteção da população civil e da promoção do respeito pelo direito internacional e humanitário”, acrescenta o comunicado.
O Papa deve evocar os conflitos mundiais na sua tradicional mensagem de Páscoa, este domingo, antes de conceder a bênção ‘Urbi et Orbi’, ao meio-dia de Roma, desde a varanda da Basílica de São Pedro.