twitter

Bispo Auxiliar de Braga destaca importância da música na liturgia mas alerta para necessidade de preparar as celebrações

Bispo Auxiliar de Braga destaca importância da música na liturgia mas alerta para necessidade de preparar as celebrações
Fotografia DM

Publicado em 14 de fevereiro de 2026, às 23:28

Comunicação no 48.º Encontro Diocesano de Pastoral Litúrgica de Viana do Castelo

O Bispo Auxiliar de Braga, D. Nélio Pereira Pita, apontou a música como uma das dimensões essenciais da liturgia, notando a beleza que a música oferece é possível realizar o encontro com Deus. 

Numa  comunicação que apresentou ao 48.º Encontro Diocesano de Pastoral Litúrgica de Viana do Castelo, que arrancou hoje, D. Nélio apontou a capacidade de escutar Deus como o cerne do serviço litúrgico. 

«Se não tivermos essa ligação e esse vínculo a Deus, seremos apenas uns funcionários ou pessoas que repetem ritos, mas sem alma», destacou o Prelado, em declarações ao Diário do Minho.

Na reflexão que partilhou com os mais de 700 fiéis presentes no Encontro que encerra amanhã, o bispo bracarense destacou também a ideia de a liturgia expressar a capacidade de «escutar o mundo». Trata-se de «levar para a celebração aquilo que é a vida das pessoas, aquilo que são as inquietações do mundo, as dores, as alegrias das pessoas», sublinhou, para vincar que «a música como ponte, diz de uma forma bela, extraordinária, através de sons, aquilo que é indizível, aquilo que as palavras não dizem».

«Nesse sentido, vale a pena apostar na música para que a música seja o meio através do qual o fiel participante na liturgia se aproxime de Deus», acentuou, notando que a introdução de diferentes tipos musicais também cabe na liturgia, apesar de considerar que «há sempre tensões». 

Recordando que, «sobretudo, a partir do Concílio Vaticano II, surgiram várias exposições musicais e algumas delas muito belas», D. Nélio contrapôs que «outras deixam-nos a desejar», quer porque «são linguagens pouco próprias para a celebração litúrgica», além de que «não é apenas o conteúdo» que está em causa, mas também «é a pobreza da música, é a falta de preparação dos intérpretes».

«Por isso, às vezes, as celebrações são experiências penosas, porque não existe cuidado na preparação, no ensaio, na escolha do repertório. E é necessário esse trabalho», disse D. Nélio Pereira Pita.