A confraria gastronómica “Panela ao Lume”, com sede em Guimarães, celebrou, recentemente, 40 anos a “cozinhar” o património gastronómico no Minho. A festa, que decorreu em vários locais, contou com a presença de cerca de duas dezenas de confrarias de todo o País, alguns historiadores gastronómicos e serviu, igualmente, para entronizar novos confrades honorários, entre eles o presidente da Câmara Municipal de Guimarães.
Em nota enviada ao Diário do Minho por Gonçalo Torgal, Mordomo-Mor da Confraria Panela ao Lume, é recordado que, antes do Capítulo, em memória dos que já partiram, foi rezada uma missa pelo Bispo D. Januário Torgal Ferreira.
Depois, os mais de 100 participantes foram recebidos, na Sociedade Martins Sarmento, com um verde de honra, servido pela Quinta da Pousada de Fora, de Guimarães, acompanhado dos tradicionais bolinhos de Amor.
Após as palavras de boas-vindas pelo Mordomo-Mor da Confraria e do presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, seguiu-se a entronização de seis novos confrades, «sinal de vitalidade e continuação da Confraria».
O historiador Luís Reis Torgal proferiu uma breve palestra sobre a história da Confraria e o seu enquadramento ou relação com as Confrarias com origem medieval.
A comemoração contou com a presença de cerca de 20 Confrarias, algumas das quais, as mais antigas ou mais próximas, foram convidadas a usar da palavra, expondo a história e confirmando que da sua formação, há 40 ou mais anos, veio a crescer o Movimento Confrádico da atualidade, «que procura afirmar a riquíssima gastronomia portuguesa».
A encerrar os trabalhos, a historiadora Maria José Azevedo Campos, reforçou aspetos culturais e sociais da gastronomia, da sua distinção e afirmação no mundo global, falando sobre o “manjar branco”, que cativou e encantou os presentes.
Após a fotografia de “família” no Largo do Toural, decorreu na Casa Florêncio um «memorável almoço de boa comida tradicional em boa companhia, um dos lemas da Confraria», salientou Gonçalo Torgal.
Foi oferecida ao restaurante, em homenagem a todos os seus, uma serigrafia de Zé Penicheiro, em tempos realizada para a Confraria.