twitter

Autocarros elétricos de Monção aguardam licença do IMT para circular

Autocarros elétricos de Monção aguardam licença do IMT para circular
Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 29 de setembro de 2026, às 11:58

Os cinco autocarros elétricos que a Câmara de Monção comprou, num investimento superior a dois milhões de euros, estão prontos a circular, aguardando a licença do Instituto de Mobilidade e Transportes, revelou hoje o presidente da autarquia.

“Os autocarros estão cá, chegaram há sensivelmente dois meses, mas só podem estar em circulação depois de terem a licença final do IMT. Já temos os seguros, temos tudo devidamente pronto. Estamos com o IMT a tratar dessa fase final”, adiantou António Barbosa, em resposta a questões da Lusa.

O objetivo da Câmara de Monção, no distrito de Viana do Castelo, é ter transportes para as áreas industriais e “uma mobilidade totalmente gratuita e limpa dentro dos limites da área mais urbana, que é onde o peso da população começa a ter o seu impacto, quer em termos da circulação diária, quer em termos daquilo do estacionamento”.

A autarquia quer também colocar alguns autocarros gratuitos para as zonas industriais, tendo em conta os horários de entrada e fecho das fábricas.

“A ideia é mesmo dar condições de mobilidade e de tornar o território cada vez mais resiliente e, acima de tudo, mais competitivo no que esta matéria de respeito”, explicou.

A Câmara de Monção revelou a 31 de março de 2025 que ia comprar, por mais de dois milhões de euros, cinco autocarros elétricos e três postos de carregamento, numa iniciativa financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“O projeto prevê a criação de uma rede de transporte urbano flexível, ligando o centro histórico e as duas zonas industriais, Lagoa e Minho Park, bem como as áreas habitacionais e os equipamentos coletivos de grande procura, como centro de saúde e estabelecimentos de ensino”, descreveu, então, o município.

O investimento total situa-se nos 2,11 milhões de euros, suportados pelo PRR em 1,17 milhões de euros e pelo município em cerca de 940 mil euros, acrescentou.

Na ocasião a Câmara referiu que os futuros circuitos das novas viaturas incluíam “a passagem pelos parques de estacionamento existentes na envolvente do centro urbano, incentivando o recurso à mobilidade coletiva e desincentivando o uso do automóvel no interior do centro histórico”.

Dos cinco veículos, três eram destinados a transporte escolar, “tendo como prioridade os circuitos escolares mais extensos”, permitindo “uma redução significativa dos custos financeiros e ambientais”.