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Nova zona industrial de Fafe com 47 hectares em consulta pública

Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 28 de setembro de 2026, às 09:36

Até ao dia 28 de outubro

A avaliação de impacte ambiental do projeto de criação da zona industrial de Regadas, promovido pela Câmara de Fafe, está em consulta pública até 28 de outubro, visando criar uma nova área com quase 47 hectares.

Segundo o relatório não técnico do estudo de impacte ambiental, que a Lusa consultou, a nova zona industrial ficará na freguesia de Regadas, naquela cidade do distrito de Braga, e vem complementar a oferta após as duas já existentes, em Arões e Socorro, estarem “próximo dos 100% de ocupação”.

A nova zona ficará perto de uma outra destinada à indústria em Cabeça de Porca, no concelho de Felgueiras, e ao recente nó da A42, um “fator decisivo para a localização proposta”.

O projeto assenta numa área de 46,94 hectares, prevendo a implementação de 39 lotes, fundamentalmente para a indústria, mas também acolhendo “atividades oficinais, de armazenamento, atividades complementares de comércio, serviços ou logística”.

Para minimizar o impacto na paisagem, o município vai promover “a criação e valorização de espaços verdes e áreas arborizadas”, com espécies autóctones, criando vários aglomerados de vegetação na envolvente, além de prado de sequeiro nas outras áreas.

“Como medidas de promoção da biodiversidade, serão ainda instalados cinco hotéis para insetos e 20 caixas-ninho, estando também prevista a plantação de sobreiros como compensação pelo abate de exemplares decorrente da intervenção”, pode ler-se no documento.

A previsão de conclusão da obra é de 510 dias, ou seja, um pouco menos de ano e meio, numa zona sem intersecção com zonas protegidas em termos ambientais.

De resto, aquela zona já estava estabelecida no Plano Diretor Municipal (PDM) de Fafe com uma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG), a 28, que a destina a atividades económicas.

Segundo o relatório não técnico, já foram feitos alguns trabalhos no terreno, nomeadamente desmatação e modelação do terreno, e quanto à minimização de impactos causados pela obra e funcionamento da nova zona industrial, destaca-se a naturalização das novas superfícies expostas a erosão (taludes) e outras medidas de integração paisagística sequencial.

Um parecer da Águas do Norte, anexado à avaliação de impacte ambiental em consulta pública, nota que tanto a ETA da Queimadela como a de Serzedo “possuem capacidades (...) para acolher os caudais que poderão vir a ser associados à nova zona industrial em análise”.

O relatório, elaborado pela Colmus, conclui não existirem impactos negativos graves que invabilizem o projeto, enquanto os impactos positivos estão sobretudo associados “ao desenvolvimento económico e ao emprego”.