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Viana do Castelo quer construir nova via por trás do Santuário de Santa Luzia

Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 18 de agosto de 2026, às 15:27

Novo anel viário pretende ser uma alternativa à Avenida 25 de Abril, para “desviar o tráfego do centro da cidade”.

O Plano Diretor Municipal (PDM) de Viana do Castelo, que está em revisão, identifica um espaço-canal para a construção de uma via rodoviária que vai passar por trás do Santuário de Santa Luzia, revelou hoje o presidente da Câmara.

Luís Nobre, que falava aos jornalistas no final da reunião camarária, adiantou que o novo anel viário, que terá uma extensão de quatro a cinco quilómetros, pretende ser uma alternativa à Avenida 25 de Abril, para “desviar o tráfego do centro da cidade”.

A variante vai ligar a saída da autoestrada 28 (A28), em Viana do Castelo, à Estrada Nacional (EN) 13, que atravessa o concelho.

“Estamos a desenvolver o caderno de encargos para contratar um projetista que planei como utilizar o espaço-canal estabelecido no PDM que deverá ir para consulta pública até final do ano”, adiantou o autarca socialista, que se escusou a adiantar mais pormenores sobre a intenção da autarquia.

Segundo Luís Nobre, o Plano de Urbanização da Cidade (PUC) previa, na década de 90 do século passado, “uma alternativa à Avenida 25 de Abril, que passava pelo prolongamento da chamada via Entre Santos”, por passar pelas capelas de São Vicente e de São João d’Arga.

Essa alternativa “passava a meio da encosta do monte de Santa Luzia, entre as traseiras da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) e a frente do Santuário”, referiu, considerando que essa hipótese “não faz sentido”, já que não resolve o problema do trânsito rodoviário ao levar “tráfego para o centro da cidade”, quando o que se quer fazer “é exatamente o contrário”.

Por isso, acrescentou, mandou retirar essa solução dos instrumentos de gestão territorial.

“Ninguém me perdoaria no presente, e no futuro, se abríssemos uma cratera na encosta de Santa Luzia. Não consigo imaginar essa obra que esventraria o monte”, frisou.