O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje que a nova ponte sobre o rio Lima abre ao trânsito na quinta-feira, às 10:00, após a conclusão do processo de licenciamento que “salvaguarda a segurança” da infraestrutura.
O autarca socialista, Luís Nobre, que falava no período antes da ordem do dia da reunião de Câmara de Viana do Castelo, adiantou que será uma “abertura simbólica” no dia em que a cidade vive o seu feriado municipal em honra da Senhora da Agonia.
Acrescentou que a ponte “será inaugurada em setembro, com a presença do Governo”.
Luís Nobre, que respondia a uma interpelação de um dos três vereadores do PSD no executivo municipal, no caso André Lousinha, referiu que a obra “cumpre todos os procedimentos exigidos pelas entidades competentes, reunindo todos os pareceres requeridos ao município”.
Referiu que a conclusão da obra sofreu atrasos que quantificou em 400 mil euros, “devido à realização de trabalhos arqueológicos no rio Lima, motivados por um conjunto de pessoas que dificultaram o processo”, mas não especificou.
Questionado pelo vereador do Chega, Eduardo Teixeira, sobre a conclusão do pagamento das expropriações dos terrenos necessários à construção da ponte, o presidente explicou que “as parcelas foram declaradas de interesse público”.
“Concluída a avaliação dos terrenos, o município é obrigado a depositar o dinheiro. Se o proprietário não concordar com o valor atribuído ao seu terreno tem o direito de recorrer aos tribunais, processo que pode demorar anos”, especificou.
A ponte custou mais de 21 milhões de euros, verba financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A travessia tem cerca de 1,95 quilómetros e liga a Estrada Nacional (EN 203), em Deocriste, à EN 202, em Nogueira.
A construção da ponte começou junto ao campo de futebol da Torre, com a reformulação da interceção giratória de acesso à área de localização empresarial de Nogueira e à Autoestrada 27 (A27), no sentido Viana do Castelo-Ponte de Lima.
A obra termina “na interceção giratória da EN 203, zona industrial de Deocriste, junto à empresa de produção de papel DS Smith (antiga Portucel), permitindo “desviar o tráfego de viaturas pesadas das estradas nacionais que tem sofrido com o aumento de tráfego provocado pela crescente atividade industrial deste complexo”.
A “travessia desenvolveu-se na maior parte do percurso em tabuleiro de betão pré-esforçado, numa estrutura que permitiu minimizar os impactos na galeria ripícola e 'habitats' incluídos na Rede Natura 2000”.