A remoção de areias junto à plataforma de atraque da Polícia Marítima na Foz do rio Minho, Caminha, visando uma maior prontidão no socorro, arranca hoje e fica concluída no fim de outubro, revelou a Agência Portuguesa do Ambiente.
A obra, com um prazo de execução de 90 dias (três meses) está orçada em 170 mil euros e vai retirar do local dois mil metros cúbicos de areia, avançou à Lusa o presidente da APA, José Pimenta Machado, na cerimónia de assinatura do auto de consignação da empreitada.
“O cais vai também ser prolongado mais para a frente, seis a sete metros, até ficar mais afastado da margem, minimizando as condições de ficar assoreado”, observou.
O comandante da Polícia Marítima de Caminha, Fernando Vieira Pereira, explicou que a intervenção vai permitir “uma maior prontidão” na atuação dos meios, nomeadamente com a ativação da Estação Salva-Vidas (ESV) de Caminha, prevista para outubro ou novembro.
“Com as condições com que está neste momento o cais, há condicionantes à utilização dos meios de socorro. Não o impede o socorro, nunca esteve em causa aqui a segurança e a prestação de socorro. No entanto, condiciona e dificulta um pouco mais o empenhamento dos meios”, esclareceu o também capitão do porto de Caminha.
Assim, a obra tem a “grande vantagem” de permitir ter o meio da ESV “permanentemente atracado”.
“Atualmente, temos os meios fundeados ao largo e atuamos a partir do pontão com uma embarcação mais pequena. Quando concluirmos esta empreitada, seremos capazes de projetar a partir diretamente do cais da amarração”, explicou.
Em maio, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) revelou que a futura Estação Salva-Vidas (ASV) de Caminha ficaria operacional em outubro ou início de novembro, esperando-se que a tripulação esteja completa, com quatro elementos, no primeiro trimestre de 2027.
“A partir de novembro vamos ter uma capacidade reforçada. Aquilo que era uma resposta mais imediata, hoje assegurada pela Polícia Marítima, vai passar a ser sempre assegurada pela ESV”, afirmou, em Caminha, o diretor-geral da AMN, Nuno Chaves Ferreira.
Na ocasião foi referido que os meios da nova ESV vão assegurar a intervenção entre toda a faixa costeira de Vila Praia de Âncora à foz do Minho, em Caminha, e todo o troço internacional do rio Minho até Valença.