Vila Nova de Famalicão e Barcelos enfrentaram, ao longo do dia de hoje, quatro incêndios de grandes dimensões, que obrigaram à mobilização de centenas de operacionais, condicionando também, por momentos, a circulação ferroviária na Linha do Minho.
O primeiro incêndio teve origem às 23h41 da passada quarta-feira, na freguesia de Vermoim, em Vila Nova de Famalicão. Durante a manhã de hoje, o fogo apresentava duas frentes ativas e foi combatido por mais de 70 operacionais, apoiados por 19 viaturas e quatro meios aéreos, entrando em «fase de resolução» pelas 20h00.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, afirmou considerar «muito estranho» que o incêndio de Vermoim tivesse começado durante a madrugada, sustentando existirem «suspeitas claras» de fogo posto. O autarca referiu ainda que as autoridades policiais estão a investigar as causas da ocorrência.
A comandante sub-regional da Proteção Civil do Ave, Celina de Oliveira, explicou que o principal obstáculo ao combate foi o vento forte.
Ao início da tarde, por volta das 12h45, deflagrou um segundo incêndio na freguesia de Arnoso, também em Vila Nova de Famalicão.
Pelas 20h00, o fogo mobilizava 85 operacionais, 22 viaturas e quatro meios aéreos nesse local, mantendo-se o vento como a principal dificuldade no combate às chamas. O fogo continua ativo.
Ainda durante a tarde, um incêndio junto à Linha do Minho obrigou à suspensão da circulação ferroviária entre Nine e Arentim, a partir das 14h45. Segundo a Infraestruturas de Portugal, a circulação foi posteriormente restabelecida de forma condicionada, e de acordo com a Proteção Civil, as chamas atingiram dois edifícios degradados ou devolutos junto à estação ferroviária de Nine.
Em Barcelos, um incêndio que deflagrou às 14h07 no Monte de Fralães, encontra-se com duas frentes ativas, não sendo conhecidos os estragos até ao momento.