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Casa do Barroso celebra dez anos a afirmar a identidade da Sub-região de Basto

Casa do Barroso celebra dez anos a afirmar a identidade da Sub-região de Basto
Fotografia

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 28 de junho de 2026, às 14:40

Aos 89 anos, Agostinho Barroso continua a ser a inspiração do projeto e deseja criar o primeiro espumante

A Casa do Barroso, em Cabeceiras de Basto, celebrou, recentemente, uma década de atividade, assinalando um percurso marcado pela recuperação de um património familiar com quase três séculos de história, pela afirmação da Sub-região de Basto, na o extremo da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, e pela aposta consistente na casta Alvarinho, que tem sido o eixo central da produção da casa.

Num território distante dos locais que tradicionalmente projetaram o Alvarinho para o reconhecimento nacional e internacional, o produtor tem procurado revelar uma expressão distinta da casta, moldada pelas condições singulares da Sub-região de Basto. Situado no lugar de Cunhas, na União de Freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas, o projeto nasceu da vontade da família Barroso de recuperar uma propriedade histórica, datada de 1730, e devolver-lhe a relevância que teve ao longo de gerações.

O processo de reabilitação possibilitou a recuperação integral da propriedade, preservando a sua traça original e respeitando os materiais e a arquitetura tradicional da região.

Com a colaboração do enólogo Márcio Lopes, a Casa do Barroso prepara agora o lançamento do seu primeiro espumante.

No centro da história está Agostinho Barroso, patriarca da família e principal inspiração para a recuperação da propriedade. Aos 89 anos, continua a acompanhar de perto a evolução de um projeto que representa a continuidade de uma ligação à terra construída ao longo de várias gerações.