twitter

Quatro municípios do Alto Minho estudam criação de sub-região de Vinhos Verdes

Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 17 de junho de 2026, às 19:56

Montante máximo de 18.725 euros (valor sem IVA), previsto para cada autarquia, deverá ser cabimentada e prevista no orçamento para 2027.

As câmaras de Caminha, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Valença preveem gastar até 74.900 euros na elaboração de um estudo técnico para a criação de uma sub-região de Vinhos Verdes naqueles concelhos.

A informação consta da proposta de minuta do protocolo hoje analisado na Câmara de Caminha, distrito de Viana do Castelo, a que a Lusa teve acesso e na qual se esclarece que o montante máximo de 18.725 euros (valor sem IVA), previsto para cada autarquia, deverá ser cabimentada e prevista no orçamento para 2027.

O protocolo “tem por objeto a elaboração de um estudo técnico para a criação da sub-região dos Vinhos Verdes, a realizar no prazo máximo de 12 meses, compreendendo o levantamento de informação e dados estatísticos relevantes para a fundamentação da candidatura, a caracterização da produção na sub-região a propor e a elaboração do testudo técnico de fundamentação”, explica-se no documento.

A autarquia considera que a integração de Caminha no protocolo “reveste interesse estratégico para o território concelhio, designadamente ao nível da valorização do setor vitivinícola local, da promoção da economia e do emprego qualificado, e da afirmação do posicionamento do município no contexto regional do Alto Minho”.

A Câmara de Caminha observa que o facto de os concelhos não estarem integrados em nenhuma sub-região específica dentro da Região Demarcada dos Vinhos Verdes “limita a diferenciação e o reconhecimento dos vinhos produzidos no território”.

Para a autarquia, a criação de uma sub-região constitui “um instrumento estratégico de valorização do produto, com impacto direto no aumento do valor das uvas, na renovação da vinha, na sustentabilidade económica dos produtores, na geração de emprego qualificado e na promoção global do território”.

De acordo com os documentos, cada autarquia assume 25% das despesas do estudo, até ao valor máximo de 18.725 euros, num total de 74.900 euros.