O Conselho Estratégico (CE) do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular defendeu hoje o papel dos municípios na promoção ativa da paz e na resposta às crises, apontando a necessidade de reduzir e simplificar a burocracia municipal para favorecer o investimento.
«As cidades são a linha da frente da resposta às crises, como se demonstrou na pandemia e como está a acontecer na situação atual. São crises que não foram provocadas pelos gestores autárquicos nem pelos cidadãos. No entanto, são os gestores que necessitam de encontrar soluções e, na maioria das vezes, financiá-las com os seus próprios orçamentos, enquanto os cidadãos, sobretudo os mais vulneráveis, sofrem as consequências», assinala em comunicado o Eixo Atlântico, que reúne municípios do Norte de Portugal e da Galiza.
O CE do Eixo Atlântico, que teve ontem a primeira reunião em Lugo, na Galiza, Espanha, analisou os problemas «decorrentes dos conflitos bélicos na Ucrânia, em Gaza e no Irão, bem como as crises energéticas». «A situação atual no mundo não inspira otimismo, por isso, as cidades precisam de prever as consequências das crises e prevenir os seus efeitos. É a isto que chamamos resiliência, e, neste âmbito, redes de cidades como o Eixo Atlântico desempenham um papel determinante», refere no comunicado.
Para este organismo, pessoas de prestígio e com uma elevada experiência profissional e política, de diferentes posições ideológicas» partilhem conhecimento e reflexões para «identificar linhas de ação e ativar estratégias que as cidades, individualmente ou em rede, podem desenvolver para fortalecer a sua resiliência e prevenir os efeitos mais negativos das crise», salientaram os responsáveis do Conselho Estratégico do Eixo Atlântico.