Os Bispos da Arquidiocese de Braga divulgaram ontem a sua mensagem para o tempo de Páscoa, intitulada “Jardim de Esperança – Florescer a Beleza da Esperança”.
O Arcebispo Metropolita de Braga, D. Jose Cordeiro, e os Bispos Auxiliares, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita, começando por lembrar que «da terra ferida pela morte, o jardim floriu», convidam os fiéis a colocarem nas suas casas uma cruz florida, que não seja decoração, mas «memória viva de que Cristo faz florescer até aquilo que em nós parece perdido». Os prelados propõe também as comunidades da Arquidiocese a viverem a Via Lucis. «Num tempo atravessado pela guerra, pelo medo e pela incerteza, pelas preocupações económicas e da vida familiar, proclamar a Ressurreição não é ingenuidade. É coragem. Num mundo que se habitua à morte, nós ousamos anunciar a vida», salientam. Na sua mensagem, os Bispos sublinham que «a esperança não se improvisa», mas constrói-se com gestos concretos. «Por isso, como verdadeiro sinal de comunhão, convidamos toda a Arquidiocese a uma renúncia pascal, a 26 de abril, para o fundo “Ajuda para prejuízos com a tempestade Kristin” da Diocese de Leiria-Fátima», afirmam. Os prelados convidam também os fiéis a rezar pelos seus bispos e a cuidar dos sacerdotes porque, «um padre cansado ou desanimado é um jardim que começa a secar», mas quando acompanhado, «é um jardim que volta a dar fruto». Para a Semana da Oração pelas vocações, o desafio é, para além de rezar, ter a coragem de chamar os jovens. E, no mês de maio, no Dia da Mãe, «agradecei, rezai, reconciliai-vos, e não esqueçais de cuidar delas, com gratidão concreta e presença fiel».
Os bispos deixam também um apelo direto na Solenidade da Ascenção e Dia das Comunicações Sociais. «não deixeis que os algoritmos decidam a vossa visão do mundo, mas preservai vozes e rostos». «Não vos habitueis à indiferença diante do sofrimento. Levai o Evangelho também aos ambientes digitais, com verdade, com respeito, com humanidade», acrescentam. E na Solenidade do Pentecostes, o deafio é pedir ao Espírito Santo «a parrésia, o desassombro dos primeiros discípulos». «Na Quaresma, a terra acolheu a fecundidade na fragilidade. Agora, é tempo de florescer. Não às flores artificiais, perfeitas, bonitas, mas sem qualquer vida. Sim, à beleza discreta e real de quem se deixa cultivar por Cristo», salientam os Bispos.
Inspirado nesta mensagem, o Departamento de Pastoral Litúrgica da Comissão Arquidiocesana de Liturgia e Espiritualidade divulgou o itinerário para o Tempo Pascal, que as comunidades são convidadas a prosseguir. Neste caminho, é valorizada uma flor diferente que brota em cada Domingo, para assim fazer florescer este jardim. Cada flor aludirá a uma atitude a fazer frutificar na vida pessoal e comunitária. Além disso e como sinal do “serviço e acolhimento a todos”, pretende-se, neste tempo tornar manifesto o ministério dos ministros extraordinários da comunhão e dos coros, sobretudo no momento pós-comunhão e na procissão do envio. Esta dinâmica pode ser realizada onde a Igreja se insere, como nas famílias, escolas, hospitais ou prísões.
Arquidiocese de Braga propõe “Jardim da Esperança” para Tempo Pascal
Fotografia
DM
José Carlos Ferreira
Jornalista
Publicado em 19 de março de 2026, às 19:00