O hotel Flor de Sal, em Viana do Castelo, acolheu ontem a sessão de encerramento da primeira edição do “Pegadas”, um projeto transfronteiriço, que envolveu 158 jovens portugueses e galegos, coordenado pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e pela Universidade de Santiago de Compostela. Na sessão, com a presença dos seis parceiros institucionais e de muitos dos participantes, ficou a convicção que o Pegadas deixa marca e inspira jovens ao empreendedorismo, à criação de negócios, mas também à valorização patrimonial, à tolerância e à diversidade.
Na cerimónia intervieram Jorge Esparteiro Garcia, professor do IPVC e coordenador do projeto do lado português; Rúben Navarro, docente da Universidade de Compostela, coordenador do Pegadas, do lado galego; Manuel Vitorino, vice-presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo; e Ana Paula Vale, vice-presidente do IPVC; além de testemunhos de participantes.
Jorge Esparteiro explicou que o projeto Pegadas, que começou em novembro de 2023 e envolveu, numa fase inicial 240 jovens, com idades entre os 20 e os 29 anos, que não trabalham nem estudam. São jovens provenientes de diversos pontos do país e também alguns internacionais, quase sempre ligados a um estabelecimento de ensino superior. Assim, através do Projeto Pegadas, tiveram oportunidade de aprender, de ter formação, com este lado cultural do Caminho de Santiago. «Ou seja, aqui foi uma forma de motivar estes jovens que nem trabalhavam, nem estudavam, a adquirem competências, nomeadamente de pensamento crítico, digitalização e empreendedorismo, a voltarem a estudar e, talvez, mudar assim a vida», disse o responsável do IPVC, acrescentando: «Ao longo do Caminho, tiveram essa formação e também experimentar o Caminho de Santiago, do ponto de vista cultural, de ligações entre pessoas, do lado português, do lado espanhol. O Caminho Santiago foi como fosse uma sala de aula ao ar livre, uma sala de aula aberta», sobretudo ao longo das cinco etapas do Caminho.
Jorge Esparteiro deu conta das dificuldades em implementar este primeiro Pegadas. Dificuldades de gestão administrativa, técnica, logística e financeira. Porém, o projeto deixou material e experiência para facilitar a realização de uma segunda edição.
Recorde-se que o projeto transfronteiriço teve um orçamento de 621 mil euros, comparticipado em quase 466 mil euros.