Foram quatro meses de intensa atividade que juntou gerações em torno da tradição, da cultura e da ruralidade. A Programação da Rota das Colheitas, realizada pelo município de Vila Verde em parceria com várias entidades locais, termina hoje e, nas palavras da presidente da Câmara Municipal, não poderia ter sido melhor. Prova disso é que na próxima edição estarão presentes quase a totalidade das freguesias , sendo que este ano já participaram 27 de um total de 33.
Em declarações ao DM, Júlia Fernandes deu nota que as iniciativas da rota das colheitas «estão em crescendo», contando algumas das freguesias aderentes com mais de uma atividade. «São dezenas de eventos, muitos deles com grande adesão, superando as expetativas», disse. Como exemplo, destacou a Festa do Caldo do Pote, em Sabariz, que até já é replicada na Alemanha, assim como a Festa das Colheitas, em outubro, e que contou com uma «adesão brutal» ao longo de cinco dias. Este fim de semana, o evento termina dando destaque, na gastronomia, ao Pica no Chão e ao Pudim Abade de Priscos.
O bem receber, a curiosidade pelas tradições e a possibilidade de se poder ver os trabalhos ao vivo e experimentar, o colocar a “mão na massa”, são, para a presidente da Câmara de Vila Verde, alguns dos pontos distintivos desta Rota das Colheitas e que fazem dela um verdadeiro sucesso não só na região mas no país e além fronteiras. «Temos, na generalidade, uma grande adesão quer das pessoas locais, quer de pessoas de fora que vêm a Vila Verde para sentirem os sabores e saberes do nosso povo que recria em contexto real. Temos desfolhada, festa dos cogumelos, vindimas com a pisada da uva, tudo é feito como antigamente. Tudo o que implique o ciclo de colheitas desde agosto a novembro, realçou.
Para além da possibilidade de os mais idosos poderem reviver tempos antigos, eventos como a Rota das Colheitas contêm ainda um carácter pedagógico, permitindo dar a conhecer as tradições aos mais novos que, de outro modo, não teriam estas experiências. A isto junta-se o convívio intergeracional. «A ideia é que todas as tradições, práticas agrícolas ancestrais e gastronomia possam ser acolhidas pelas gerações mais novas para que, depois, as continuem a promover, mantendo-as vivas, explicou.
Por todo este sucesso, Júlia Fernandes fala já na edição do próximo ano que decorrerá nos mesmos moldes e na mesma altura do ano, envolvendo desta vez ainda mais freguesias que se quiseram associar. «A forma como tudo isto decorre deve-se aos parceiros, cada um tem a sua forma própria de organizar e apresentar à população. Haverá sempre melhorias, capacidade de fazer mais e melhor, mas a fórmula está encontrada, vincou.