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Sindicato dos médicos pede explicações ao Ministério sobre concursos face às “indefinições” no SNS

Sindicato dos médicos pede explicações ao Ministério sobre concursos face às “indefinições” no SNS
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 07 de maio de 2024, às 21:11

Segundo comunicado do SIM

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) pediu explicações ao Ministério da Saúde sobre como vão decorrer os próximos concursos para a colocação de recém-especialistas, alegando as “indefinições” que se verificam em várias entidades do Serviço Nacional de Saúde.

Em comunicado hoje divulgado, o SIM adianta que enviou uma carta ao Ministério da Saúde sobre a abertura de concursos para a categoria de assistente, “dada a inexistência de informação da tutela sobre esta matéria”.

Tendo em conta que a homologação das classificações finais do internato médico deverá ocorrer nos próximos dias, o sindicato pretende que a ministra Ana Paula Martins esclareça “qual é a entidade que fará a abertura de concursos de Medicina Geral e Familiar e de Saúde Pública” e se estes concursos serão de âmbito nacional.

Além disso, pretende saber se todas as carências identificadas de médicos desta área serão colocadas a concurso e como se vai proceder à contratação para a área hospitalar.

“As alterações legislativas e organizacionais, com múltiplas indefinições, quer na direção executiva do SNS, quer nas Administrações Regionais de Saúde, ou ainda na Administração Central do Sistema de Saúde, levam à existência de muitas interrogações sobre os próximos concursos”, salienta o SIM.

O sindicato refere também que alertou o ministério para a necessidade de se prepararem os processos "com a máxima celeridade, para que os concursos para assistentes sejam lançados o mais rapidamente possível, em cumprimento da lei, que determina a sua realização no prazo de 30 dias" após a homologação das classificações.

“O SIM alertou ainda a ministra da Saúde para o facto de, face à ausência de qualquer comunicação pública oficial, vários médicos estarem já ativamente a ponderar o seu futuro fora do Serviço Nacional de Saúde”, adianta o comunicado.