O treinador Vasco Botelho da Costa assumiu hoje que “o andamento e a intensidade” são preocupações do Moreirense para a receção ao Benfica, da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol, devido ao pouco tempo de preparação.
Após perder por 2-1 no Estádio do Dragão, diante do líder do campeonato, FC Porto, na sexta-feira, a equipa de Moreira de Cónegos volta competir na quarta-feira, para realizar o desafio em atraso com as ‘águias’, após um intervalo mais curto do que é norma entre jogos, o que acarreta desafios para o plantel e para a equipa técnica.
“Temos o ‘handicap extra’ do tempo e da recuperação. A primeira grande preocupação para este jogo é o andamento, a chamada intensidade, para superarmos o que fizemos no último jogo, se quisermos ser competitivos. Contamos com o apoio dos nossos adeptos. Que fique bem vincado que este é o estádio do Moreirense. Independentemente das adversidades, queremos muito um bom resultado”, disse, na conferência de antevisão ao desafio marcado para as 20:45.
Ciente de que a falta de tempo de preparação é o “primeiro grande adversário” de uma equipa sem rotinas de jogar de “três em três dias”, ao contrário dos ‘encarnados’, o ‘timoneiro’ realça que os minhotos têm, primeiro, de igualar o adversário “na dimensão física” para depois o tentar superar no aspeto tático.
“Estamos numa fase do jogo onde a dimensão física e a agressividade têm muita influência. Isso vê-se no padrão de contratação dos próprios clubes. Isso traz uma dimensão física ao jogo. Para ter sucesso, temos de igualar o lado competitivo do jogo com as melhores equipas do campeonato e saber interpretar o jogo a nível tático”, especificou.
Sem os médios João Veloso, emprestado pelo clube da Luz, e Guilherme Liberato, expulso diante do FC Porto, Vasco Botelho da Costa realçou que, a nível tático, o jogo de quarta-feira vai ser diferente da visita aos ‘azuis e brancos’.
Embora a formação do concelho de Guimarães aprecie ter bola e pressionar o oponente, o treinador, de 37 anos, admite que essa postura vai depender muito da abordagem do Benfica, uma equipa ofensiva, que gosta “de pressionar”, “de jogar entre linhas” e de “forçar o jogo interior”, sem abdicar dos desequilíbrios a partir das alas.
“O jogo é tático. O Moreirense gosta de pressionar e de jogar com bola. Se o adversário o permitir, é isso que vamos fazer. Se não o fazemos, é porque não jogamos sozinhos. Os nossos adversários têm muito valor e os treinadores adversários preparam bem o jogo do ponto de vista estratégico”, referiu.
O Moreirense vai cumprir o primeiro encontro após o fecho do mercado de transferências de verão, com o técnico a defender que “o plantel ficou mais forte” do que no final da época passada, com juventude de “muita qualidade” e experiência e elementos de diferentes características, nomeadamente nas alas, com “extremos que jogam bem por dentro e por fora”.
O Moreirense, 13.º classificado da I Liga portuguesa, com quatro pontos em quatro jogos, recebe o Benfica, quatro, com 10, em partida agendada para quarta-feira, às 20:45, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães, com arbitragem de Fábio Veríssimo, da associação de Leiria.