O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC), Ricardo Machado, assumiu hoje o dia “agridoce” nos Europeus de canoagem, com apenas uma medalha, de bronze, em Montemor-o-Velho.
«É um balanço agridoce. Estamos satisfeitos com a prestação dos atletas, mas, é óbvio, tivemos alguns muito perto das medalhas, nomeadamente o K4 500. Mais do que ninguém, eles ambicionavam-nas e estiveram muito perto de conseguir um lugar no pódio, que era o seu objetivo. Mas tiveram um bom desempenho e fizeram boa prova», disse.
Em declarações à Lusa, o dirigente comentava o dia, resumido à medalha de bronze de Fernando Pimenta, em K1 1.000 metros, bem como ao quarto lugar, a 20 milésimos de segundo da prata, do K4 500 de Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, duas tripulações que tinham sido campeãs da Europa em 2025.
«Hoje houve três embarcações que fizeram melhor que eles (K4). É continuar a trabalhar para que possamos, nas provas que ainda faltam desta época, uma Taça do Mundo e principalmente o Campeonato do Mundo, estar novamente a lutar por esses lugares da frente», vincou.
Ricardo Machado admite que «custa mais» não ter conseguido manter os dois títulos pelo facto da competição ser em Portugal, porém recordou que o desporto é mesmo assim e lembrou que o ano de 2025 foi «excecional» com o ouro europeu e mundial do K4 500, bem como o ouro de Pimenta no K1.
«O ano passado foi um ano extraordinário, devemos ter essa noção, e dificilmente repetível, embora eles trabalhem para isso», completou.
Para domingo, espera «duas ou três tripulações a lutar por medalhas», desejando que «a sorte sempre necessária» acompanhe a seleção portuguesa.
Já Fernando Pimenta, depois da medalha em K1 1.000 metros, foi nono na final de K1 500, assumindo que a partir de meio da prova, quando na lateral e ventosa pista nove percebeu que não poderia lutar pelos primeiros lugares, decidiu «ser inteligente» e limitou-se a chegar à meta, para se poupar para o K1 5.000 no domingo.
«Como é óbvio, quero sempre mais e melhor e temos de dar cada vez mais valor a estas medalhas, pois já são muitos anos a conquistar estes resultados, a andar no pódio. Já passaram por mim, e pelo pódio, várias gerações de atletas e eu continuo lá…», concluiu.