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«Friburgo é uma equipa que joga sem medo»

«Friburgo é uma equipa que joga sem medo»
Fotografia DR

Publicado em 29 de abril de 2026, às 15:05

Carlos Vicens, técnico do SC Braga, alerta para os perigos da equipa germânica

O técnico do SC Braga, Carlos Vicens, alertou hoje para as qualidades do SC Friburgo, adversário de amanhã na meia-final da Liga Europa. O modo de jogar desinibido, sem medo e com coragem foi aquilo que mais impressionou o treinador dos arsenalistas.

 

Que dificuldades espera por parte do Friburgo?

«É uma equipa de alto nível, como todas as que competem na Liga Europa. Tem jogadores comprometidos no ataque e defesa e quando observas os seus jogos percebes isso claramente. Jogam sempre sem medo, com valentia e coragem. Estamos consicntes de que teremos de nos apresentar ao nosso melhor nível para disputar a meia final. A determinação e eficácia nas áreas será importante, tal como o foi com na eliminatória com o Betis».

 

Conta com Grillitstch e Arreby-Mbi?

«Nenhum estará disponível para o jogo»


Como se gere os esforços com tantos jogos?

«Em toda a época tivemos um calendário denso. A dada altura, logo no início, tínhamos 10 jogos e quase todos os outros clubes da 1.ª Liga, com exceção do Benfica que também jogou o play-off da Liga dos Campeões, tinham quatro ou cinco jogos. Vamos alcançar o recorde do maior número de jogo oficiais da história do clube numa só época e também a de equipa portuguesa com mais jogos numa só época. O calendário é exigente e temos de gerir em função do jogo que teremos pela frente. A nossa missão é apresentar a equipa que considero mais oportuna, e temos e analisar vários aspetos. O nnível de energia, plano de jogo, a atenção ao rival, o trabalho do dia a dia e agora não foi diferente. É um jogo de importância histórica, mas a maneira de trabalhar não muda. Vamos modificando as cargas horárias e gerir o nível de carga que temos, é a única maneira focando no jogo seguinte».


Viveu vários momentos históricos no City. Como se controla a ansiedade nos jogadores nestes momentos?

«O Ricardo Horta continua a  ter borboletas em todos os jogos. Isso mostra o espírito competitivo e fome de conseguir coisas. Antes do Betis, eu falava da importância da estabilidade emocional durante os dois jogos, será importante agora também. Amanhã, quando começar o jogo, todos as ansiedades têm de ficar fora e centrar toda energia no terreno de jogo. O que temos transmitido desde o início da semana, primeiro a confiança absoluta nas possibilidades de vencer, depois o plano de jogo, foco nos detalhes em que temos de prestar sempre atenção.

Temos de trabalhar dia a dia de forma muito similar, durante toda a época, apesar de ser um jogo muito importante. Obviamente em todos os jogos estaremos pendentes de ajustes que possamos ter de fazer. Temos de ter confiança no processo, poder olhar para o lado confiando nele e sabendo que ele confia em ti e nisso os jogadores foram exemplares, mesmo nos momentos mais complicados da época, mostraram que confiavam no processo. É isso que nos trouxe onde estamos e se queremos ir à final, algo que desejamos todos, estou convencido de que a única maneira é fazer o mesmo, sendo equipa, confiando no processo, sendo obviamente muito assertivos, com determinação e fé e sentimento de equipa ao mais alto nível».


O Friburgo tem um jogo mais físico. Que perigos pode apresentar?

«Todas equipas têm as suas armas, o Betis tinha as suas armas, o Friburgo tem as suas, são suficientemente perigosas para terem chegado às meias-finais da Liga Europa. E eles também saberão quais são as nossas armas-. Vamos ter de apresentar uma versão das melhores que vimos na época. Necessitaremos de uma muito boa versão. Temos de ser capazes de reagir a momentos do jogo. Terá diferentes momentos e a experiência diz-me que é assim. Há momentos para as duas equipas e tens de saber capitalizar os momentos que são teus e na eliminatória anterior fizemo-lo e temos de ser capazes de continuar a competir. Temos que dar o melhor já amanhã, com os adeptos e a sua força, sabendo que amanhã não é definitivo»


O que pode ser chave nesta eliminatória?

«O mesmo que em todas eliminatórias, que o teu processo te permita ter opções de marcar golos, que ajude a sofrer menos e dar menos opções à equipa adversária de marcar e que tenhas efetividade suficiente para marcar. Vamos sofrer, mas temos de ter eficácia de ir à procura do golo. O processo é que nos fará ter mais e sofrer menos, e é aí que temos de estar numa das melhores versões da época».