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Clube de Golfe de Braga inaugura Centro de Alto Rendimento

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Fotografia Mara Soares

Mara Soares

Jornalista

Publicado em 18 de abril de 2026, às 20:32

Clube assinala 34 anos com projeto de formação ambicioso em Amares.

O Clube de Golfe de Braga assinalou, este sábado, o seu 34.º aniversário, na Quinta da Barca, em Esposende, com a inauguração do Centro de Alto Rendimento e a assinatura de um protocolo para o desenvolvimento de um futuro projeto em Amares.
A nova infraestrutura, instalada na Quinta da Barca, surge como um projeto piloto orientado para a formação de atletas de alto rendimento. O espaço permite simular diferentes campos, avaliar capacidades físicas do jogador e trabalhar aspetos como força e velocidade, funcionando como base experimental para o futuro centro de maiores dimensões previsto para Amares.
Em paralelo, foi formalizado um protocolo entre o Clube de Golfe de Braga, a Federação Portuguesa de Golfe, a PGA Portugal e os promotores do projeto de Amares ( Pedro Pinto, Pedro Jorge Pinto, André Oliveira e António Ressurreição), com o objetivo de potenciar recursos e conhecimento para a criação de um Centro de Alto Rendimento de referência nacional em Amares, que irá valer um investimento de cerca de 200 milhões de euros, com uma execução a rondar os oito anos.
O presidente do clube, Paulo Pimentel Torres, destacou que este momento representa «uma nova etapa na vida do clube», sublinhando o foco na formação e no crescimento estruturado da modalidade. «Estamos aqui em perspetiva de iniciar uma nova etapa na vida do clube, como uma academia para formação, um protocolo para o lançamento de um projeto novo em Amares», afirmou.
O responsável recordou ainda o percurso do clube, que conta atualmente com uma das poucas academias de nível 3 em Portugal (grau máximo), e tem apostado fortemente na formação de jovens. Ainda assim, reconheceu dificuldades na retenção de atletas devido à falta de um campo próprio, situação que o projeto em Amares pretende colmatar.
Também o diretor técnico e professor do clube, David Aguiar, reforçou a importância da componente formativa, explicando que o golfe exige aprendizagem inicial estruturada. «Temos cursos de sete horas que chegam perfeitamente para as pessoas saberem e terem os requisitos mínimos para poder jogar no campo», referiu, acrescentando que a modalidade é acessível a todas as idades e condições físicas, embora o nível competitivo exija uma maior preparação específica.


Torneio com 52 atletas em campo

O torneio integrado nas comemorações dos 34 anos do Clube de Golfe de Braga reuniu 52 atletas, de várias idades, ao longo da tarde deste sábado, na Quinta da Barca. Em declarações aos jornalistas presentes, o presidente do clube, Paulo Pimentel Torres, revelou que cerca de oito por cento dos participantes corresponderam a atletas femininas, sublinhando a intenção de aumentar a adesão das atletas femininas à modalidade nos próximos anos.

 

Fátima Escrivães, vereadora do Turismo do Município de Esposende 
A vereadora do Turismo da Câmara Municipal de Esposende, Fátima Escrivães, sublinhou a importância da dinamização destas infraestruturas para o desenvolvimento do concelho, sobretudo ao nível turístico. «É importante para nós conseguirmos divulgar o nosso território e afirmarmos o nosso território como um espaço de excelência para a prática desportiva», afirmou.
A responsável destacou ainda que a valorização do campo de golfe, aliada ao investimento em novas valências, poderá atrair mais visitantes e gerar impacto económico. «Se este campo for reconhecido pelas qualidades que tem, claro que isto vai trazer mais desenvolvimento, mais pessoas e mais visibilidade para Esposende», referiu.

 

Pedro Nunes Pedro, presidente da Federação Portuguesa de Golfe

O presidente da Federação Portuguesa de Golfe, Pedro Nunes Pedro, considerou, este sábado, que as iniciativas apresentadas pelo Clube de Golfe de Braga representam «um dia que vai marcar avanços para a modalidade», sobretudo a nível da formação.

O dirigente felicitou o clube pela dinâmica e ambição demonstradas, destacando o trabalho desenvolvido na consolidação da escola e do campo em Braga, bem como o avanço do projeto em Amares. «Acho que os astros estão agora a começar a ficar alinhados. Quanto mais equipamentos tivermos, mais jogadores temos», apontando também a necessidade de formar mais professores para acompanhar essa evolução. Segundo o responsável, o sucesso do projeto depende de um esforço conjunto entre clube, federação e promotores, para que «tudo se conjugue e tudo resulte».