O SC Braga acusa, em comunicado o Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública de ter impedido a exibição de uma tela que seria erguida ao longo de toda a bancada nascente aquando da entrada das equipas no dérbi minhoto entre SC Braga e Vitória SC, que se disputa daqui a pouco. A uma hora do arranque do jogo, os portões de acesso à bancada, ainda se encontravam fechados, o que provocou constrangimento no acesso dos sócios do clube ao recinto de jogo.
O comunicado emitido pelo SC Braga na íntegra:
«O SC Braga entende tornar público, com nota de repúdio, que o Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública, na pessoa do Sr. Comandante da Divisão Policial, Subintendente André Carvalho, impediu a exibição de uma tela de promoção ao Clube e à cidade que seria erguida ao longo de toda a bancada Nascente aquando da entrada das equipas em campo para o duelo desta noite.
Não obstante as apreciações favoráveis de outras entidades, entre as quais a Liga Portugal e a Cruz Vermelha, a PSP manteve em todo o processo uma postura intransigente e autista, apesar de a própria reconhecer que a tela e o manuseamento da mesma cumpriam os requisitos de segurança, alegando apenas como motivo para o impedimento que “não se vislumbra que a coreografia (…) se enquadre no apoio aos clubes e sociedades desportivas intervenientes”.
A prepotência da decisão só tem paralelo com a ignorância que a suporta, já que é manifestamente evidente que a tela em causa, e que aqui reproduzimos, expressava somente o vínculo que o SC Braga tem com a cidade que lhe dá nome, sublinhando o orgulho pela sua história bimilenar, acompanhada de uma mensagem em latim, cuja tradução seria “Antes de lhe ser dado um nome, já havia terra./ Antes de ser cidade, já havia povo./ Das gentes antigas nasceu Bracara Augusta,/ onde as armas, a lealdade e a terra se tornaram uma só.”
Para além do absurdo da postura adotada pela PSP, em contradição com outras coreografias já realizadas na mesma bancada em anos anteriores e que também têm sido permitidas noutros estádios, este lamentável episódio abre uma ferida profunda na postura de cooperação que o SC Braga tem assumido e que tem tido ganhos notórios em matéria de segurança e de comportamentos coletivos.
A PSP ofendeu o Clube e os seus sócios e adeptos, muitos deles voluntários há largas semanas, tendo dedicado horas e horas de trabalho para um momento de promoção do espectáculo e de um dos jogos mais importantes do nosso futebol. Mais do que isso, a PSP criou condições inflamáveis para o entorno da partida, numa postura de absoluta irresponsabilidade e que transformou um momento de incentivo num caldo inflamável com proporções imprevisíveis e incontroláveis.
O SC Braga dará conhecimento deste caso a todas as entidades que entenda relevantes e solicitará reuniões de emergência. Também a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal serão instadas a posicionar-se, já que não é possível clamar por mais e melhores espectáculos e pela promoção dos mesmos neste ambiente de prepotência e de hostilização dos clubes e das suas massas associativas», pode ler-se no comunicado