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«Temos de entrar no jogo com uma energia especial»

«Temos de entrar no jogo com uma energia especial»
Fotografia DR

Publicado em 22 de dezembro de 2025, às 16:41

Carlos Vicens, técnico do SC Braga, e o jogo da Taça, amanhã, nas Caldas da Rainha

Carlos Vicens, técnico do SC Braga, alertou para os perigos do jogos da Taça, a eliminar, e apontou a necessidade de a equipa «entrar no jogo com uma mentalidade extra» se quiser garantir a presença nos quartos de final da competição.

O SC Braga joga amanhã(18h45) no Campo da Mata, nas Caldas da Rainha, diante do Caldas SC, da Liga 3.

 

Jogo com o Caldas, para a Taça, após derrota com Estoril
«É uma partida especial, com características especiais. Este é um jogo diferente dos da Liga, porque aqui, o que perderia ficar de fora. Temos experiência de que na Taça tivemos surpresas em quase todas as eliminatórias, por isso, temos de entrar com uma mentalidade extra, com energia extra necessária para que o jogo caia para o nosso lado».

Já usou na Taça o Tiago Sá e o Belaarouch na baliza. Amanhã quem vai jogar?

«Vamos ver e depois decidiremos quem joga».

SC Braga vem de uma derrota frente ao Estoril. O Caldas também não vence há cinco jogos. É o jogo indicado para voltar a ganhar?

«Deve ser. É com esta mentalidade que deveremos encarar o jogo, mas não podemos olhar aos resultados porque este jogo é a eliminar e se perdes, estás fora. No final do jogo uma destas equipas não estará na competição. Os momentos  importam pouco aqui. Tens que te adaptar rápido a um campo onde não estás habituado a jogar. É com esta mentalidade que temos de entrar em campo para estarmos nos quartos de final»

Jogo com o Benfica pode estar na cabeça dos jogadores? 
“Penso que não. Nestes dias em que falámos com os jogadores não saiu da minha boca a palavra Benfica. Depois há o Natal, em que os jogadores vão estar com as suas famílias, há suficientes coisas antes para se pensar nesse jogo. Temos que ter todo o pensamento no jogo como Caldas, porque se não estivermos, o jogo vai fazer com que estejas. À primeira adversidade e ao primeiro duelo perdido, ao primeiro ‘ui’, ou te empenhas ou não vais passar. É um jogo que exige uma energia especial, é território desconhecido e tens de te preparar para isso porque senão corres o perigo de ficar de fora”.

Equipa pareceu estar desgastada psicologicamente e fisicamente no jogo frente ao Estoril

«Amanhã é o jogo 31. Sabemos que sempre são dois ou três dias. Se há um momento de séries.  Sempre que houver falta de frescura temos que trabalhar muito duro para sermos capazes de sobrepor a isso uma mentalidade seja a 100 por cento. Essa é a diferença das equipas de topo: quando não estão a 100 por cento fisicamente conseguem dar esse extra, essa mentalidade mais forte, independentemente do adversário ou da competição»

 

Com o Santa Clara e com o Estoril, faltou poder de fogo? Vai pedir reforços no mercado de janeiro?

«Foram duas partidas diferentes. Com o Santa Clara, com um bloco baixo, vimos um Braga com um ritmo alto, sem grandes ocasiões. Marcámos na segunda parte e, aí, foi um jogo em que criámos menos do que o habitual, mas tivemos o controlo da partida. Com o Estoril foi diferente. Tivemos duas ou três ocasiões na primeira parte muito claras que nos poderiam ter levado para  uma segunda parte diferente. Tivemos mais oportunidades com o Estoril do que com o Santa Clara. 
Sobre o mercado, no SC Braga estamos todos em sintonia mas o mercado de janeiro é difícil e inflacionado. Se houver alguma oportunidade, o clube está atento

Foi uma semana polémica por causa das arbitragens. Qual a sua opinião sobre o assunto?

«Todos os que estamos nesta indústria temos diferentes papeis e uma responsabilidade individual de tentar ajudar o futebol em geral. Quero dizer que todos teemo de tentar ajudar que a imagem do nosso futebol, do futebol português o melhnor possível. Estamos na UEFA e tentámos ajudar que o coeficiente das equipas portuguesas seja o mais alto possível. Na Liga queremos que as n nossas equipas ganhem. Portugal é um país de futebol, com uma história incrível, com uma seleção espetacular, escolas de formação espetaculares, um nível de treinadores portugueses altíssimo, tanto os que trabalham na liga como os que estão no estrangeiro e são exemplo para outros países. Tendo isto em conta, penso que o foco devia ser menos a arbitragem e mais em tentar ajudar os árbitros naquilo que podemos».