twitter

CF Fão diz que não descumpriu contrato, e Câmara de Esposende dá razão ao SC Braga

CF Fão diz que não descumpriu contrato, e Câmara de Esposende dá razão ao SC Braga
Fotografia CM Esposende

Redação

Publicado em 16 de julho de 2024, às 22:13

Na sequência das acusações dos arsenalistas

A Câmara Municipal de Esposende e o Clube de Futebol de Fão manifestaram-se hoje na sequência da acusação feita pelo Sporting de Braga de incumprimento contratual.

O clube arsenalista disse ontem que o CF Fão não cumpriu com a sua parte referente ao contrato promessa outurgado a 8 de novembro de 2018 entre as duas agremiações e a Câmara de Esposende, e anunciou que desistiu do projeto que tinha para o local.

O Sporting de Braga ainda revelou que o complexo se encontra ainda ilegal por não ter licença de utilização.

Hoje, em comunicado, o CF Fão garantiu que não incorreu em qualquer incumprimento do contrato promessa.

O clube disse que na data do contrato não existia a licença, porém o facto era de conhecimento do Sporting de Braga, e que esta situação não impediu de assinar.

"Apesar da inexistência de tal licença, o SC Braga não deixou de fazer uso e utilização intensiva de tal Centro Desportivo nele tendo realizado, inclusivamente, todos os jogos oficiais da Liga 3 na qualidade de visitado, nem impediu o SC Braga de alugar o espaço a outros clube e de retirar disso dividendos", publicou o CF Fão em nota.

"A falta dessa licença também não foi impeditivo do SC Braga ter apresentado proposta na execução judicial para tentar comprar o Centro Desportivo de Fão por apenas 1 milhão de euros, ou seja, por um preço muito inferior àquele que contratualmente se tinha obrigado", refere.

O CF Fão ainda garante que foi o lesado, e não o incumpridos e que "se aqueles que contratualmente se obrigaram tivessem cumprido as suas obrigações contratuais, o património do CF Fão não tinha sido objeto de qualquer execução judicial e de ter sido colocado à venda em leilões electrónicos e na modalidade de venda por negociação particular".

No entanto, a Câmara Municipal também deu razão ao Sporting de Braga em relação ao contrato.

"Apesar de todos os esforços encetados pela Câmara Municipal, a responsabilidade pela legalização do Complexo Desportivo cabia exclusivamente ao Clube de Futebol de Fão, não sendo possível à Câmara agir em seu nome ou substituí-lo nesse processo", explica a autarquia.

"De salientar que, no decurso do processo de licenciamento do complexo desportivo, constatou-se, a partir de certa altura, que o Clube de Futebol de Fão adotou uma agenda própria e, a partir desse momento, deixou de cumprir os compromissos assumidos, o que impediu a legalização do Complexo Desportivo de Fão em tempo útil", refere.

A Câmara explica que, como consequência dessa demora e na sequência do processo de execução movido contra o CF Fão, o Complexo Desportivo foi vendido judicialmente, sem que o Município se pudesse opor. Contudo, a Câmara Municipal conseguiu, mesmo assim, assegurar a manutenção da cláusula de reversão, protegendo os interesses da comunidade de Fão e de Esposende.

"Lamentamos que, por motivos que nos são alheios, não tenham sido honrados os compromissos assumidos, relembrando que foi a direção do Clube Futebol Fão quem trouxe o SC Braga à Câmara Municipal, tentando, dessa forma, resolver um gravíssimo problema financeiro que haviam criado e que se arrastava há mais de uma década", diz a nota da Câmara.