twitter

Theatro Circo acolhe estreia dos espetáculos de dança do programa Supracasa

Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 28 de setembro de 2026, às 18:05

"Assimétrico" e "GoldenLady" chegam a Braga

O Theatro Circo recebe em outubro a estreia absoluta de “Assimétrico”, de Beatriz Valentim, e “GoldenLady”, de Mercedes Quijada, ambos fruto do programa de apoio à criação nas artes performativas Supracasa.

Os dois projetos, apoiados pelo Supracasa em 2025, têm estreia marcada para aquela sala bracarense com a dança no centro de ambas as criações, estreando-se a primeira, “Assimétrico”, no dia 03 de outubro, pelas 18:00.

Com interpretação e cocriação de Miguel Santos, ao lado de Beatriz Valentim, a peça é inspirada “nas coreografias e performances icónicas de David Byrne”, pode ler-se em comunicado, numa exploração das "fronteiras porosas entre música e dança, composição e performance, som e movimento”.

“Concebida como um jogo contínuo – ou um conjunto de jogos – em torno do ritmo, do espaço e da espacialidade, a obra desconstrói e expande o diálogo constante entre o corpo e a música. Em palco, a música exerce uma força dominante sobre os bailarinos, que parecem ‘possuídos’ pelo seu poder”, pode ler-se na nota de apresentação.

O espetáculo tem autoria de Beatriz Valentim, nascida na Póvoa de Varzim em 1995, que trabalha sobretudo como bailarina, coreógrafa e professora, com interesses de pesquisa na área do movimento, memória e pedagogia.

A composição musical é de Débora Coquim e a cenografia de Cristóvão Neto, assumindo Pedro Guimarães a luz e Martinho Cardoso o som, com textos e documentação de Telma João Santos.

Depois da estreia, para a qual os bilhetes custam 2,5 euros, o espetáculo terá apresentações, em 2027, no Teatro Aveirense, no Teatro Carlos Alberto, no Porto, e no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa.

No dia 09 de outubro, pelas 21:30, é a vez de Mercedes Quijada, coreógrafa e também intérprete, que aqui sobe ao palco com Sara Santervás, também espanhola, e a grega Melina Koulia, em diálogo com o Coro Mulheres do Minho.

“O espetáculo propõe um encontro performativo entre tradição e contemporaneidade, no qual gestos inspirados no flamenco e nas artes marciais respondem ao ecossistema vocal e ao polifónico canto tradicional do coro, oscilando entre o estado de exaustão e a delicadeza física”, pode ler-se em comunicado da empresa municipal Faz Cultura.

A paisagem sonora inclui ainda trabalho da artista sonora Carincur, a criar em tempo real, a partir do som e do movimento gerados pelas intérpretes e pelo coro.

A criação de Mercedes Quijada, nascida em Granada, em 1991, radicada no Porto desde 2019, tem cruzado criação comunitária com reflexões sobre o corpo e a ancestralidade.

O Supracasa, um programa de apoio centrado na coprodução, residências artísticas e apresentação pública de novos espetáculos, originalmente concebido no seio da Braga’25 – Capital Portuguesa da Cultura, tem aberto até 16 de outubro a chamada para candidaturas da terceira edição.

Além do Theatro Circo, estão envolvidos, nesta edição, o Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra) e o Teatro das Figuras (Faro), com um valor total de 55 mil euros, para duas criações, uma para o público infantojuvenil e outra para público geral, nas áreas de teatro, dança contemporânea, performance, circo contemporâneo ou cruzamentos disciplinares.