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AEB inicia em setembro novos programas de formação-ação para 130 empresas

AEB inicia em setembro novos programas de formação-ação para 130 empresas
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Redação

Publicado em 14 de agosto de 2026, às 16:50

Os dois programas vão trabalhar áreas determinantes para a competitividade empresarial

A AEB vai executar, a partir de setembro, dois novos projetos de formação-ação destinados a apoiar as empresas da região nos seus processos de modernização, inovação e reforço da competitividade. O primeiro projeto denomina-se AEBoost Retail & Services Accelerator e é dirigido aos setores do comércio e serviços, sendo que o segundo, o AEBoost Industry & Tourism Accelerator, é orientado para empresas da indústria e turismo.

Os dois projetos representam, em conjunto, um incentivo aprovado superior a 1,7 milhões de euros e permitirão apoiar 130 PME e envolver cerca de 820 trabalhadores, num modelo que combina capacitação com intervenção e acompanhamento diretamente nas empresas.

No total, os programas representam cerca de 98 mil horas de volume de formação, numa lógica de formação-ação que pretende aproximar a qualificação dos desafios concretos de cada organização e transformar o conhecimento adquirido em mudanças efetivas nas competências, processos e práticas empresariais.

Segundo a AEB «os dois programas irão trabalhar áreas determinantes para a competitividade empresarial, com particular incidência na gestão e organização, inovação, digitalização, sustentabilidade e transição energética».

A metodologia de formação-ação distingue-se precisamente pela forte ligação entre capacitação e transformação empresarial. A intervenção parte de um diagnóstico das necessidades de cada PME e combina acompanhamento especializado com formação dos empresários, gestores e trabalhadores, permitindo desenvolver e implementar soluções ajustadas aos desafios concretos de cada organização.

Desta forma, mais do que transmitir conhecimento, os programas pretendem apoiar processos efetivos de mudança dentro das empresas. Para o Diretor-Geral da AEB, Rui Marques, os novos programas representam uma aposta particularmente relevante na qualificação enquanto instrumento de transformação e competitividade empresarial.

«Estamos a falar de uma intervenção com uma dimensão muito significativa: mais de 1,7 milhões de euros de incentivo, 130 empresas e cerca de 820 trabalhadores envolvidos. Mas mais importante do que a dimensão é a metodologia. Queremos que a formação tenha impacto efetivo dentro das empresas e se traduza em novas competências, melhores processos e maior capacidade para inovar e competir.»

A especialização setorial dos dois programas permitirá, segundo Rui Marques, uma maior adequação da intervenção às diferentes realidades empresariais.

«Os desafios de uma empresa industrial não são necessariamente os mesmos de uma empresa de comércio, serviços ou turismo. Ao estruturarmos dois programas diferenciados, conseguimos trabalhar sobre problemas mais concretos e construir respostas mais ajustadas à realidade de cada setor e, sobretudo, às necessidades de cada empresas», esclareceu o diretor-geral da AEB.

Os projetos assumem particular relevância num contexto em que a transformação digital, a inteligência artificial, a sustentabilidade e a transição energética estão a acelerar mudanças profundas nos modelos de negócio e nas competências exigidas às empresas e aos seus trabalhadores.

Empresas interessadas 
em beneficiar das ações 
de formação-ação já podem contactar a AEB

Proximidade  Os dois programas estão já a receber manifestações de interesse das empresas que pretendem beneficiar das ações de formação e acompanhamento previstas.

As empresas dos setores do comércio, serviços, indústria e turismo interessadas em integrar o AEBoost Retail & Services Accelerator ou o AEBoost Industry & Tourism Accelerator deverão contactar a AEB para obter mais informações e sinalizar o seu interesse em participar.

A AEB reforça, com estes dois projetos, a sua aposta numa qualificação empresarial cada vez mais próxima das necessidades das empresas, articulando capacitação das pessoas, acompanhamento especializado e implementação de processos de mudança, com o objetivo de gerar ganhos efetivos de produtividade, competitividade e capacidade de adaptação. Trata-se de capacitar as empresas da região para acompanhar a velocidade de mudança.