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Joana Gama em deambulação artística no território da Mealhada

Joana Gama em deambulação artística no território da Mealhada
Fotografia DR

Redação

Publicado em 24 de julho de 2026, às 17:55

Pianista bracarense dá a conhecer várias facetas do seu trabalho

A pianista bracarense Joana Gama estará em Luso, este fim de semana, para apresentar duas facetas do seu trabalho.
Amanhã, dia 25, pelas 21h30, a pianista irá apresentar um concerto com obras de Philip Glass, John Cage e Hans Otte, no Jardim junto da Fonte de São João, num encontro entre um espaço não convencional para a colocação do piano e da intérprete, rodeada de árvores e junto do murmurar constante da Fonte de S. João, ícone da água do Luso.


O concerto intitula-se “Metamorfoses” e é composto por obras de compositores que deixam espaço para à contemplação e que são marcos importantes na História da Música: Philip Glass, figura maior do Minimalismo Americano, John Cage, um dos pais da música experimental e Hans Otte, um discreto explorador ao qual Joana Gama dedicou um longo projecto em 2021/2022.


No domingo, dia 26, pelas 11h00, a pianista estará presente para a estreia de “Em transformação, devagar”, uma caminhada sonora que desenvolveu para o Parque do Lago durante uma residência artística em Luso. O público deverá trazer telemóvel e auscultadores para poder usufruir deste trabalho que poderá ser ouvido posteriormente, através de um QR code disponibilizado no local.


O concerto e a caminhada sonora têm em comum a ideia de transformação e da lentidão inerente às transformações que acontecem na nossa vida e no mundo natural do qual fazemos parte. No concerto, alicerçado em obras de estilo minimalista, poderemos ouvir uma das obras míticas de Philip Glass, “Metamorphosis”, a obra “In a landscape” de John Cage e uma seleção de “O Livro dos Sons” de Hans Otte. 

Nestas obras, o desenvolvimento musical faz-se através da repetição, numa lenta transição entre uma coisa e outra. Na caminhada sonora, feita de texto e música compostos e gravados pela pianista, somos levados a observar com atenção pormenores da fauna e flora do Parque do Luso. Segundo a pianista, “não precisamos de destinos exuberantes para nos maravilharmos, temos, sim, de praticar a arte do maravilhamento com aquilo que nos rodeia.”
O concerto e a caminhada sonora têm entrada livre, limitada à lotação dos espaços.