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dst lidera na reciclagem de misturas betuminosas em Portugal

dst lidera na reciclagem de misturas betuminosas em Portugal
Fotografia DR

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 12 de maio de 2026, às 20:43

solução desenvolvida em conjunto com a Universidade do Minho, coloca Portugal em linha com vários países da Europa neste setor

A construtora bracarense dst lidera a inovação na reciclagem de misturas betuminosas em Portugal. A informação está num comunicado da empresa, que revela que a solução, desenvolvida em conjunto com a Universidade do Minho (UMinho), coloca Portugal alinhado com as melhores práticas europeias.

No texto enviado ao Diário do Minho pode ler-se que a dst e a Universidade do Minho desenvolveram uma solução que permite reciclar até 50% do pavimento retirado das estradas degradadas, transformando-o em matéria-prima para novos pavimentos com o mesmo desempenho técnico, juntando Portugal a países como a Alemanha, França, Espanha e Países Baixos.

Enfatiza o comunicado, mais do que resolver um problema nacional, a empresa quer agora posicionar Portugal como exportador desta tecnologia, seja para mercados europeus, como lusófonos e emergentes. «A solução representa um avanço determinante na reabilitação da rede rodoviária nacional, maioritariamente constituída por pavimentos flexíveis, muitos dos quais se aproximam do fim da sua vida útil, e abre caminho a um modelo de construção mais circular, eficiente e descarbonizado».

Deste modo, o fresado que antes era descartado torna-se matéria-prima, reduzindo a dependência de agregados e ligantes betuminosos com elevado impacto ambiental, otimizando custos de produção e aumentando a eficiência dos processos construtivos.  «Para além da validação laboratorial, foi possível assegurar a sua aplicabilidade em contexto industrial, incluindo fabrico, aplicação e compactação, o que representa um avanço relevante para o setor rodoviário. Trata-se de um contributo concreto para a descarbonização do setor, promovendo simultaneamente eficiência no uso de recursos, inovação tecnológica e alinhamento com as melhores práticas internacionais», explica Mafalda Rodrigues, responsável do projeto.