O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, revelou, hoje, que o município está a estudar a criação de um pavilhão multiusos municipal, com condições para acolher competições desportivas internacionais.
A informação foi avançada na reunião de câmara, realizada no Forum Braga, onde foi aprovada a adjudicação da requalificação do pavilhão Flávio Sá Leite.
Segundo o autarca, a ideia passa por concentrar recursos num equipamento de grande dimensão e versatilidade, em vez de investir em vários pavilhões de utilização limitada.
«Percebemos que talvez seja mais racional do que construir grandes pavilhões utilizados por uma parte pequena da população […] criar um grande centro onde qualquer modalidade, clube, associação ou federação possa realizar provas internacionais», afirmou aos jornalistas.
O projeto, designado durante a campanha eleitoral como Coliseu Desportivo de Braga, encontra-se ainda em fase de estudo, mas já integra o plano de atividades municipal.
João Rodrigues sublinhou, contudo, que não há compromissos imediatos quanto ao início deste projeto.
«Não estou a dizer que vai avançar já nem que as obras começam amanhã. Está no programa e estamos a trabalhar nisso», frisou, afastando a ideia de promessas a curto prazo.
O tema surgiu no âmbito do debate sobre equipamentos desportivos na cidade, nomeadamente após críticas do movimento Amar e Servir Braga (ASB) à requalificação do pavilhão Flávio Sá Leite, por o equipamento não ter sido preparado para a realização de competições europeias de alto nível, como a Liga dos Campeões de andebol.
Na reunião, o vereador Ricardo Silva destacou necessidades identificadas pelo ABC de Braga, clube que utiliza aquele pavilhão, incluindo para formação, entre as quais a adaptação do espaço para competições europeias e o reforço das áreas de treino.
«Sem mais zonas de treino, o clube não conseguirá evoluir na qualidade dos seus atletas nem proporcionar melhores condições», afirmou.
A adjudicação da requalificação do Pavilhão Flávio Sá Leite, aprovada hoje pelo executivo, representa um investimento superior a 8,6 milhões de euros.
O presidente da autarquia manifestou satisfação pelo avanço do processo, sublinhando tratar-se de uma intervenção há muito aguardada.
O Partido Socialista, pela voz de Pedro Sousa, saudou a aprovação da proposta, mas também considerou que a solução poderia ter ido mais longe, considerando insuficiente a existência de apenas um campo para um clube formador como o ABC.
Já o vereador do Chega, Filipe Aguiar, considerou que a intervenção no pavilhão Flávio Sá Leite será uma «obra de referência para a cidade».