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Diário do Minho é a prova de que «o jornalismo impresso tem futuro»

Fotografia Diana Carvalho

Carla Esteves

Jornalista

Publicado em 15 de abril de 2026, às 18:20

107.º aniversário do DM foi assinalado em ambiente de festa e espírito de equipa

O Diário do Minho comemorou hoje 107 anos de vida e de História, com uma celebração que juntou a administração, a direção e os funcionários de todas as secções da empresa Diário do Minho.

O cantar dos Parabéns e o corte do bolo de aniversário foram os momentos altos de uma festa marcada pelo espírito de uma equipa, que trabalha diariamente para que o DM seja um jornal de referência na região.

À margem do evento, o presidente do Conselho de Gerência do Diário do Minho, padre Paulo Terroso, salientou a importância de celebrar a data, valorizando a longevidade de uma publicação, que resulta de «um trabalho contínuo que vai passando, de geração em geração».

«Isto exige de todos nós, um sentido de responsabilidade, de compromisso para sermos dignos dessa herança», afirmou, recordando o testemunho de muitos diretores do jornal, alguns já falecidos, como os cónegos João Aguiar e Fernando Monteiro.

Lembrando que «a História da região passa pelo DM», o padre Paulo Terroso defendeu que «contrariamente ao que se afirmava, há alguns anos atrás, os jornais têm futuro».

«Neste tempo de  inteligência artificial, de rapidez, o jornalismo impresso obriga-nos a parar, a dedicar um tempo à leitura. Precisamos deste exercício da atenção, da paragem, do silêncio. As notícias precisam de ser consumidas de um modo lento, para as pensarmos, para refletirmos sobre elas», sustentou.

Também o diretor do Diário do Minho, Damião Pereira, salientou a importância de dar continuidade à história de uma publicação que sempre soube dar voz às gentes da região.

«Celebramos mais um aniversário do Diário do Minho e, em cada um deles, honramos quem nos precedeu. É isso que acontece sempre que nos juntamos em nome do nosso Jornal. Não esqueceremos nunca o motivo que nos fez nascer, prometendo continuar a história, tornando-a cada vez mais consistente com a matriz cristã que nos orienta», afirmou, vincando que «trabalhamos, diariamente, para que a região do Minho e as suas gentes nunca percam a sua voz, um esforço pelo qual nos sentimos compensados, e que nos chega pela reação dos nossos leitores, anunciantes e colaboradores»

Admitindo que «a comunicação social vive hoje, na sua generalidade, tempos difíceis», o diretor do DM opôs que «estamos a trabalhar para que todos os obstáculos sejam ultrapassados. Por isso apresentamos novas propostas, certos de que novos caminhos ajudam a assegurar o futuro».

Para o diretor-geral do DM, Luís Carlos Fonseca,  «celebrar os 107 anos do jornal Diário do Minho, que é a marca âncora do Grupo Diário do Minho, também detentora das marcas DMTV, revista MINHA e Gráfica Diário do Minho, é um motivo de orgulho, mas também de enorme sentido responsabilidade ,de evoluir permanentemente para níveis seguintes, acrescentando valor às marcas e mantendo solidez económico-financeira».

«O mundo está desafiante e quem não investe fica para trás. O jornal Diário do Minho e a DMTV têm sido objeto de investimentos permanentes, mas neste ano de 2026 o maior investimento está a ser feito na Gráfica Diário do Minho, através de uma transição tecnológica do modelo de produção, assente na digitalização de processos produtivos, na automação e na robótica, nomeadamente com a aquisição e duas máquinas robotizadas e a ligação de várias máquinas a um fluxo digital de trabalho, onde as máquinas comunicam umas com as outras, permitindo afinação automática, diminuindo os tempos de Setup, o desperdício, e aumentando a eficiência, e consecutivamente a produtividade. O mundo avança mesmo sem nós, de nós depende que avance connosco, temos feito a nossa parte», concluiu.