A empreitada de musealização das ruínas arqueológicas da Ínsula das Carvalheiras, em Braga, estará concluída até meados de agosto, foi hoje anunciado.
Na reunião da Câmara de Braga de hoje, o executivo aprovou uma prorrogação, por 140 dias, do prazo de conclusão, justificada pela “complexidade” da obra e pelas intempéries do início do ano.
A empreitada foi adjudicada em 2024, por 3,8 milhões de euros, e inclui a criação de um centro de interpretação e um parque urbano.
Para a Câmara, a Ínsula das Carvalheiras será um local “de visita obrigatória” e “uma enorme mais-valia para a cidade”.
O projeto ficou concluído depois de mais de 20 anos de investigação, no âmbito de uma parceria entre o município de Braga e a Universidade do Minho.
Segundo o município, a Ínsula das Carvalheiras “vai proporcionar uma viagem no tempo, com a entrada num centro interpretativo que terá uma dimensão moderna e tecnológica e com um percurso até ao interior deste espaço que constitui um importantíssimo legado romano”.
Para além da componente arqueológica, o projeto prevê a criação de um parque urbano anexo às ruínas, que facultará um usufruto do espaço pelos cidadãos e o desenvolvimento de atividades culturais e de lazer.
“A cidade passará, assim, a dispor de uma ampla área patrimonial musealizada e aberta ao público, que constituirá um equipamento de grande valor histórico e cultural, verdadeiramente emblemático da origem romana de Braga, capaz de ajudar a reforçar a sua identidade e a diferenciar a oferta cultural da cidade”, diz ainda o município.