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André Costa Pina vence Prémio Victor de Sá de História Contemporânea

André Costa Pina vence Prémio Victor de Sá de História Contemporânea
Fotografia DR

Redação

Publicado em 20 de fevereiro de 2026, às 12:01

34.ª edição foi muito participada, sobretudo com teses doutorais

O Conselho Cultural da Universidade do Minho acaba de atribuir o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2025 ao investigador André Costa Pina, sendo a menção honrosa para André Carvalho. A sessão de entrega do galardão, o mais prestigiado para jovens investigadores da área em Portugal, será anunciada em breve.

Esta 34ª edição voltou a ser muito participada, na maioria com teses doutorais, o que revela o prestígio da iniciativa e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea. O júri do prémio foi presidido pela professora Alexandra Esteves (UMinho), tendo como vogais os professores Miguel Bandeira Jerónimo (Universidade de Coimbra) e Cláudia Castelo (Universidade de Lisboa).

André Costa Pina foi distinguido pela obra “Os primeiros comunistas portugueses: A estruturação do Partido Comunista Português (1921-1943)”, defendida no âmbito do doutoramento em Sociologia pela Universidade do Porto (UP). O trabalho incide desde a receção da Revolução Russa até ao III Congresso do PCP (1943), recorrendo a um estudo coletivo das biografias de 1671 militantes no país para mostrar que aquele espaço foi marcado por ambivalências, conflitos e múltiplas interpretações do comunismo. O autor é colaborador do Instituto de Sociologia da UP e cruza sociologia, história e ciência política, sendo especializado em prosopografia.

Já André Ribeiro Fernandes foi laureado pela dissertação “O Sindicalismo Anticolonial em Angola, o Império Português e a Questão da Representação Internacional (1960-1973)”, concluída no mestrado em História pela UMinho. A pesquisa mostrou que sindicatos angolanos como UNTA e LGTA rejeitaram o colonialismo e buscaram reconhecimento internacional, enquanto promoviam a autodeterminação através da organização laboral, numa fase de repressão, rivalidades nacionalistas e reformas no império português tardio. O autor é de Braga, licenciado em Relações Internacionais pela UMinho e bolseiro FCT do doutoramento em História Contemporânea da Universidade de Coimbra.

Este prémio foi instituído há 34 anos, com base numa doação do professor e historiador Victor de Sá (1921-2004), sendo reconhecido como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e apoiado também por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados com o prémio vários investigadores que se tornaram uma referência, como Fernanda Rollo, José Neves, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.