Braga acolhe, entre os dias 22 e 25 de outubro, a 16.ª edição do Semibreve — festival dedicado à música eletrónica, áudio-visual e arte digital.
Ao longo de quatro dias, o evento reúne performances, instalações, cinema, conversas e ‘masterclasses’ distribuídos por diversos espaços da cidade.
A programação de 2026 ocupa locais como o Theatro Circo, o gnration, a Basílica dos Congregados, a Capela Imaculada do Seminário Menor, o Museu Nogueira da Silva e o MUZEU. A iniciativa volta a cruzar património histórico e criação contemporânea no contexto de Braga, que integra a rede de Cidades Criativas da UNESCO na área das ‘Media Arts’.
O cartaz de performances destaca-se por estreias mundiais e colaborações inéditas. Um dos momentos centrais é a apresentação da obra “Saffron on Grey”, fruto do trabalho conjunto do compositor Oscar Jockel e do músico Christian Fennesz, interpretada por um ensemble de 12 músicos.
Em estreia mundial surgem também os espetáculos “Mass Oneiria”, de PYUR e Tarik Barri, “Flesh and Bones”, de Malcolm Pardon e Gustaf Broms, “Manto”, de Ricardo Jacinto, e uma performance audiovisual de Qasim Naqvi e Steven Wendt.
A criação nacional conta com as apresentações de “Carbolines”, da produtora System Sophie, e “A1-0 N3”, uma performance imersiva de João Carlos Pinto. O alinhamento musical integra, ainda, atuações de Sam Slater, Noémi Büchi, Suzan Peeters e Azu Tiwaline, além da vertente de clube com DJ ‘sets’ e um formato ‘back-to-back’ entre Peder Mannerfelt e RONI. A abertura do festival, na noite de 22 de outubro, inclui uma performance secreta na Basílica dos Congregados.
No âmbito das artes visuais e da tecnologia, o MUZEU exibe a instalação interativa “Situational Compliance”, de Matthew Biederman, vencedora do Edigma Semibreve Award 2026. O gnration acolhe os trabalhos de estudantes do ensino superior no âmbito do Edigma Semibreve Scholar, enquanto o Museu Nogueira da Silva recebe a instalação sonora “Octophonic Listening Room”.
A dimensão educativa e de reflexão inclui a exibição de filmes como “Universo Circular”, de Dácio Pinheiro, seguido de debate com a compositora Jocy de Oliveira, e ‘masterclasses’ orientadas pela produtora Marta Salogni e por Qasim Naqvi.
Conforme foi anunciado pela organização em comunicado enviado, os passes gerais de quatro dias já se encontram esgotados, restando opções combinadas e bilhetes diários para os recintos do festival.