A certeza da realização da Procissão do Enterro do Senhor, garantida pelas excelentes condições meteorológicas há muito anunciadas, serviu de mote para mais uma grande manifestação de fé, de tradição, mas também de cultura religiosa. E esta noite, uma vez mais, a Procissão do Enterro, considerada a maior e mais imponente da Semana Santa de Braga, proporcionou uma verdadeira pregação silenciosa pelas ruas de Braga, apinhadas de gente.
Depois do barulho dos fogaréus na procissão do Ecce Homo, de ontem, hoje os fogaréus vão apagados, os farricocos silenciados, as luzes reduzidas e as bandeiras em baixo, tudo em sinal de luto. As próprias vestes são também de tristeza. O silêncio só é quebrado pelo arrastar pesado dos mastros das bandeiras, bem como o compasso dos poucos andores que fazem o cortejo. As próprias músicas das bandas Filarmónicas de Calvos, da Póvoa de Lanhoso; e da bracarense Banda de Cabreiros, também convidam ao silêncio e à meditação.